- A Polícia Federal investiga suposta fraude no Banco Digimais, instituição ligada ao bispo Edir Macedo, na Operação Miragem.
- A PF determinou o bloqueio de até R$ 670 milhões em dinheiro e bens, conforme comunicado, sem identificar o banco envolvido.
- A apuração usa relatórios do Banco Central que apontam manipulação de demonstrações financeiras para ocultar a real situação da instituição.
- O Digimais aprovou um aumento de capital de R$ 250 milhões no início deste ano para manter índices de capitalização dentro dos limites regulatórios, segundo demonstrações de 2025.
- O Banco BTG Pactual assinou, em abril, acordo para possível aquisição do Digimais, operação apoiada pelo Fundo Garantidor de Créditos; antes disso, o Nubank também avaliou interesse na compra.
A Polícia Federal investiga suposta fraude no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo. A operação, chamada Miragem, apura crimes contra o sistema financeiro nacional. Ao todo, houve o bloqueio de até R$ 670 milhões em dinheiro e bens, conforme comunicado da PF. A PF não revelou qual banco estaria envolvido diretamente na apuração.
Segundo o comunicado, a apuração tem como base relatórios do Banco Central que apontam manipulação de demonstrações financeiras para ocultar a real situação financeira da instituição. Não houve identificação oficial do banco alvo pelos investigadores. Representantes do Digimais não responderam de imediato, e o BTG Pactual também não se pronunciou.
Contexto da operação Miragem foca em supostas irregularidades contábeis que podem violar normas do sistema financeiro. A investigação ocorre em meio a menções de possíveis negociações entre o Digimais e o BTG Pactual, que já havia apresentado uma proposta de aquisição.
Histórico do Digimais O banco atua principalmente com financiamento de veículos e crédito consignado. Em 2025, registrou aumento de capital de R$ 250 milhões aprovado pelo BC para sustentar índices de capitalização diante de prejuízos recorrentes. Em abril, o BTG assinou acordo para possível compra, com o FGC participando.
Processo de aquisição A venda do Digimais dependia de um processo competitivo, no qual a oferta do BTG serviria como referência inicial para verificar propostas melhores. Relatos da Bloomberg citam esse cenário e a avaliação de outras instituições.
Antes do BTG, o Nubank teria avaliado adquirir o Digimais como forma de obter licença bancária no Brasil, conforme fontes citadas pela Bloomberg na época. A apuração segue em curso, com a PF monitorando desdobramentos e comunicando novas fases do caso.
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