- A influenciadora Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio de 2026, suspeita de atuação em organização criminosa que pratica lavagem de dinheiro ligada ao PCC, conforme a Polícia Civil de São Paulo.
- A prisão ocorreu durante a Operação Vérnix, que prendeu seis suspeitos e resultou no bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, apreensão de 17 veículos e de quatro imóveis relacionados aos investigados.
- A investigação aponta movimentações financeiras expressivas, uso de pessoas jurídicas e indícios de vínculo com o núcleo de comando da organização criminosa.
- Em agosto de 2022, Deolane havia apoiado publicamente Lula, mas, mais tarde, admitiu arrependimento do voto; Carlos Bolsonaro associou a prisão à figura de Lula nas redes sociais.
- Deolane também já tinha sido alvo de críticas de Bolsonaro em 2022, quando a equipe dele teria procurado a influenciadora previamente, segundo ela, antes de manter sua posição política.
Deolane Bezerra é alvo de investigação por lavagem de dinheiro ligada ao PCC e foi presa nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, em São Paulo. A operação Vérnix cumpre mandados de prisão e busca, com oitiva de envolvidos e apreensão de bens. O caso envolve movimentações financeiras expressivas e vínculos com a cúpula da organização criminosa.
Na ação, a Polícia Civil paulista aponta que o celular apreendido traz provas de conversas com gestores da facção, além de indícios de repasses financeiros e ligações com uma influenciadora digital de destaque nacional. As autoridades afirmam ainda que a investigação identificou vínculos entre Deolane e um dos gestores fantasmas da transportadora associada ao esquema.
A operação prendeu ao todo seis suspeitos e confiscou bens de alto valor. Entre os bloqueios estão saldos superiores a 327 milhões de reais, a apreensão de 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em mais de 8 milhões de reais, e quatro imóveis ligados aos investigados pela lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil explicou que a influenciadora ganhou relevância no caso por movimentações financeiras significativas, supostas inconsistências patrimoniais e indícios de conexão com o núcleo de comando da organização criminosa. Os levantamentos indicam uso de pessoas jurídicas, recebimentos não esclarecidos e circulação de valores milionários.
Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, comentou a prisão nas redes sociais e associou o caso a Lula, atual presidente. O post questiona como o governo lida com novos escândalos em período eleitoral, em meio a críticas ao sistema político e aos adversários. A postagem também menciona a possível relação entre Deolane e o ex-presidente.
Em 2022, Deolane Bezerra declarou apoio público a Lula, participou de eventos ao lado do presidente e da primeira-dama, e ganhou notoriedade com ensaio fotográfico conjunto. Com o tempo, a influenciadora afirmou ter mudado de opinião política, sem excluir a possibilidade de novas posições no futuro.
A influenciadora já havia sido presa anteriormente, em setembro de 2024, por suspeita de lavagem de dinheiro e participação em atividades de jogos ilegais. As informações indicam mudanças de posição política ao longo dos anos, incluindo declarações públicas sobre arrependimento de apoio a Lula.
No momento, Deolane também foi alvo de questionamentos sobre a atuação de sua equipe de comunicação nas Eleições de 2022, quando o próprio Bolsonaro sugeriu que ela trabalhou para adversários. Ela rebateu as acusações, dizendo que possui princípios políticos próprios e destacando a liberdade de voto.
A investigação continua para esclarecer a origem de recursos, a cadeia de movimentação financeira e a relação entre Deolane Bezerra, a influenciadora digital citada e os demais investigados no esquema. Autoridades ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre imputações formais ou imputações específicas a cada acusado.
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