- A Polícia Federal prendeu, na última quinta-feira, dia sete, a sogra do governador de Goiás, Maria Helena de Souza Costa, na Operação Travessia, por suspeita de migração ilegal.
- Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e sete prisões preventivas em Goiás, além de um mandado de busca no Amapá.
- Dois investigados foram incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.
- A investigação aponta que grupos facilitaram a entrada irregular de quatrocentos setenta e sete brasileiros, podendo passar de seiscentas vítimas, com logística que incluía saída do Brasil, passagem por países da América Central e travessia da fronteira para os Estados Unidos.
- O governador de Goiás afirmou que o caso não tem relação com ele ou o governo; as apurações envolvem estruturas de cinco organizações criminosas autônomas atuando em conjunto desde meados dos anos dois mil.
A Polícia Federal prendeu na última quinta-feira, 7, a sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, por suspeita de envolvimento em um esquema de migração irregular para os Estados Unidos. Maria Helena de Souza Costa foi presa durante a Operação Travessia. Ao todo, os agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva em Goiás, além de um mandado no Amapá. Dois investigados tiveram pedidos de prisão incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.
A investigação aponta que grupos criminosos organizavam a entrada irregular de brasileiros nos EUA. O total observado envolve pelo menos 477 pessoas, com possibilidade de exceder 600 vítimas, segundo a PF. As rotas envolviam saída do Brasil por via aérea, passagem por países da América Central — especialmente México e Panamá — e travessia irregular da fronteira terrestre.
Operação Travessia
Os trabalhos apontam que o esquema contou com apoio logístico de facções de outros estados, além da intermediação financeira e recepção de migrantes. Empresas de fachada teriam sido usadas para lavagem de dinheiro e ocultação das origens ilícitas dos recursos movimentados. As apurações abrangem o período de 2018 a 2023, com atuação remontando a meados dos anos 2000 em cinco organizações criminosas autônomas que atuavam sob a mesma dinâmica transnacional.
Posição do governo de Goiás
Em nota, o governador de Goiás afirmou que o caso não guarda relação com ele ou com o governo estadual. Segundo ele, as informações são anteriores a 2000 e não envolvem autoridades goianas. A PF confirmou que as investigações continuam em andamento para esclarecer a participação de membros e estruturas envolvidas no esquema.
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