- Nove homens são acusados de conspirar para importar toneladas de cocaína e metanfetamina e distribuir as drogas pelo país, usando conexões no setor de caminhões.
- A investigação de dez meses contou com a Polícia Federal Australiana, Polícia de Victoria, Força de Fronteira Australiana e Comissão de Inteligência Criminal, resultando na prisão de oito pessoas em Victoria e de uma em Sydney.
- A acusação aponta tentativas de chegar a uma zona de queda na Bass Strait para receber grandes quantidades de drogas de uma “navio mãe” que circulava pelas águas australianas, mas as ações teriam sido malsucedidas.
- Sete dos acusados podem enfrentar prisão perpétua se condenados.
- Parte das informações cita uma apreensão anterior: quatro homens foram indiciados pela apreensão de trinta quilos de metanfetamina em Perth, no último agosto, e quarenta e um quilos de cocaína na Victoria dias depois, com o esquema ligado a ligações no transporte rodoviário entre estados.
Um total de nove homens foi acusado de chefiar uma conspiração para importar toneladas de cocaína e metanfetamina, com a pretensão de distribuir as drogas por todo o país. A investigação de 10 meses envolveu a Polícia Federal, a Polícia de Vitória, a Fronteira Australiana e a Comissão de Inteligência Crimininal. As prisões ocorreram majoritariamente em Victoria, com um suspeito preso em Sydney.
A polícia relata que o grupo pretendia fazer deslocamentos a partir do Bass Strait, recebendo grandes quantidades de drogas de uma suposta “navio-mãe” que transitava pelas águas australianas e, em seguida, utilizar redes de caminhoneiros para movimentar as drogas entre estados. Tentativas de entrada teriam acontecido em várias ocasiões, mas teriam falhado.
Quatro dos suspeitos também enfrentam acusações relacionadas à apreensão separada de 30 kg de metanfetamina em Perth no último agosto e 41 kg de cocaína em áreas regionais de Victoria, dias depois. A investigação aponta que os traficantes buscavam facilitar o trânsito entre estados para atender à demanda local.
Os investigadores destacam que a organização utilizava ligações no setor logístico para viabilizar o transporte entre estados. Segundo o comissário AFP Det Supt Ray Imbriano, o tráfico não é apenas um problema de saúde, mas também alimenta a violência entre facções e coloca civis em risco.
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