- O ministro Gilmar Mendes autorizou a soltura do delegado Fábio Baena, preso desde 2024, mediante habeas corpus, com fiança de R$ 100 mil e uso de tornozeleira eletrônica.
- Baena havia sido citado na delação do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, relacionado ao PCC, que foi morto em uma execução no aeroporto de Guarulhos.
- A defesa de Baena negou as acusações e chamou o delator de mentiroso; o ministro afirmou que não há conjunto probatório robusto para manter a prisão no momento.
- A delação de Gritzbach levou à operação Tacitus, lançada em dezembro de 2025 pela Corregedoria de Polícia Civil e pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Federal, para investigar suposto envolvimento de policiais com o PCC.
- A PF indiciou 14 pessoas pelo crime; Gritzbach foi assassinado na via pública em frente ao Terminal 2 de Guarulhos, e 11 PMs que faziam sua escolta foram investigados, com três ainda a serem julgados no próximo mês.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou nesta terça-feira a soltura do delegado Fábio Baena, preso desde 2024. Baena foi citado na delação do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, ligado ao PCC. A decisão levou em conta a falta de um conjunto probatório robusto para manter a prisão.
A soltura ocorreu mediante habeas corpus, com fiança de 100 mil reais e medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. A defesa de Baena havia negado as acusações desde o início, contestando a veracidade da delação. A instrução processual já havia sido encerrada.
Gritzbach morreu aos 38 anos em uma execução publicada diante de câmeras no aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024. Em delação, ele acusou policiais de cobrarem propina para não responder pelos assassinatos de dois membros da facção criminosa.
Na denúncia contada por Gritzbach, haveria cobrança de cerca de 30 milhões de reais em propina para evitar culpa nos crimes de dois integrantes do PCC. O caso envolve a investigação do DHPP sobre supostos mandantes dos crimes de 2021, incluindo Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue.
A partir das informações do delator, a Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público iniciaram a operação Tacitus em dezembro de 2025, em parceria com a Polícia Federal. O objetivo foi apurar o envolvimento de policiais com o PCC na divulgação de informações, vantagens e lavagem de dinheiro.
A PF indiciou 14 pessoas por envolvimento no crime. Gritzbach foi morto a tiros na via pública em frente ao Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos. Onze policiais militares que atuavam na escolta dele foram investigados, com três esperando julgamento pela participação no homicídio. O julgamento está previsto para junho.
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