- A Polícia Metropolitana questionou um homem na casa dos 60 anos sob cautela, em relação a acusações de tráfico humano e facilitação de estupro, ligadas ao falecido Mohamed Al Fayed (ex-proprietário da Harrods).
- Famílias e vítimas: 154 pessoas relataram abusos supostamente cometidos por Al Fayed; a entrevista do suspeito ocorreu neste mês.
- Três mulheres, entre 40 e 60 anos, foram questionadas entre 25 de fevereiro e 5 de março por suspeita de ajudar e facilitar estupro, abuso sexual, além de tráfico para exploração sexual.
- Não houve prisões até o momento; a investigação continua e a polícia já identificou mais de cinco pessoas que podem ter facilitado os crimes.
- Os alegados crimes teriam ocorrido entre 1977 e 2014, com cerca de quatrocentos delitos possíveis; Al Fayed morreu em 2023, aos 94 anos.
O Metropolitano de Londres informou que um homem, na faixa dos 60 anos, foi entrevistado sob cautela neste mês. A investigação envolve acusações de tráfico humano e facilitação de estupro ligadas ao ex-proprietário da Harrods, Mohamed Al Fayed.
Segundo a polícia, 154 pessoas apresentaram denúncias de abuso sexual envolvendo Al Fayed. A entrevista ocorreu após ações anteriores contra outras pessoas relacionadas ao caso.
Até o momento, não houve prisões. A investigação continua, com o foco em possíveis cúmplices que teriam facilitado os crimes ao longo de décadas.
Desenvolvimento da investigação
O Met disse que já interpelou três mulheres, com idades entre 40 e 60 anos, entre 25 de fevereiro e 5 de março. Elas são investigadas por alegações de auxílio e cumplicidade em estupro e exploração sexual.
A polícia também informou que examinou mais de 50 mil páginas de evidências, incluindo depoimentos de vítimas. Dados anteriores arquivados foram reutilizados para ampliar a linha de apuração.
A investigação, chamada de Operação Cornpoppy, abrange crimes ocorridos entre 1977 e 2014. A estimativa preliminar aponta até 400 ocorrências associadas ao caso.
A força confirmou que mais suspeitos serão chamados para prestar esclarecimentos nos próximos meses. Detalhes adicionais não foram tornados públicos pela polícia.
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