- Um policial militar agrediu dois estudantes durante uma manifestação na Escola Estadual Amaro Cavalcanti, na região do Catete, Rio de Janeiro, na manhã de quarta-feira, 25, com as agressões gravadas em vídeo.
- As imagens mostram o PM ameaçando a pessoa que gravava e, em seguida, agredindo um estudante; outro aluno que tentou intervir também foi alvo.
- Os estudantes atingidos são Marissol Lopes, 20 anos, e Theo Oliveira, 18, ambos ligados à direção da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames-Rio).
- A manifestação ocorreu como apoio a um abaixo-assinado que pede o afastamento de um professor suspeito de assédio; houve participação de representantes do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ (DCE-UFRJ).
- A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) não se manifestou; a Polícia Militar informou que o agente foi identificado e afastado, com abertura de investigação interna.
Um policial militar foi identificado como responsável por agressões durante uma manifestação de estudantes na Escola Estadual Amaro Cavalcanti, no Catete, zona sul do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu pela manhã desta quarta-feira, 25 de abril, e as agressões ficaram registradas em vídeo.
Os estudantes envolvidos foram Marissol Lopes, de 20 anos, e Theo Oliveira, de 18, ambos atuando como representantes da direção da Ames-Rio. A filmagem foi feita por um integrante do DCE-UFRJ, segundo a associação. A action ocorreu no interior da escola após autorização de entrada para acompanhar o ato.
A Ames-Rio informou que a manifestação era em apoio a um abaixo-assinado que cobra o afastamento de um professor acusado de assédio. As imagens mostram o momento em que o policial ameaça quem grava e agredia um estudante, enquanto outro aluno tenta intervir e também é atingido.
Versões e desdobramentos
A Secretaria de Estado da Polícia Militar identificou o agente envolvido e afirmou que ele foi afastado das funções. Uma investigação interna foi instaurada para apurar as circunstâncias da agressão. Não houve pronunciamento imediato da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ).
Relatos de estudantes apontam ainda confrontos fora da escola, com relatos de uso de spray de pimenta e cassetetes. Segundo as informações, alguns estudantes teriam sido encaminhados à delegacia. As investigações continuam para esclarecer responsabilidades e motivações do ocorrido.
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