- Um policial disfarçado admitiu ter sido exposto por um erro seu: ao participar de uma reunião secreta, discou acidentalmente o número de uma ativista, e a conversa entre oficiais sobre identificar ativistas foi gravada.
- O agente, conhecido como Simon Wellings, infiltrava-se no grupo Globalise Resistance como parte de uma unidade secreta da Scotland Yard entre 2001 e 2007.
- Em 2004, a ligação desviada foi gravada durante um encontro com a divisão de operações especiais, revelando voz e identidades de ativistas.
- Após a expulsão do grupo, Wellings continuou monitorando outros ativistas por mais três anos e, no total, apresentou até quatro mil relatórios de vigilância.
- Documentos internos sugeriram, após a exposição, manter o grupo intacto ou lançar uma operação destrutiva; Wellings disse não entender o que significava essa opção.
O policial disfarçado Simon Wellings foi exposto por um erro próprio durante uma reunião sigilosa da unidade de observação. A revelação ocorreu no âmbito de uma investigação pública sobre agentes infiltrados em manifestações de esquerda.
Wellings admitiu ter se responsabilizado pela exposição ao discutir sobre ativistas com colegas da divisão especial, ao ligar para o número de uma campaignista inadvertidamente durante o encontro. O telefonema foi redirecionado para a caixa postal da ativista.
O caso envolve o que foi chamado de unidade de Disfarce Especial, ligada à Scotland Yard, que monitorava grupos de esquerda entre 2001 e 2007. A divulgação ocorreu em 2004, em Londres, durante a reunião com a equipe da sl para a SDS.
O que aconteceu
Durante o encontro, Wellings consultou o número de uma ativista no seu celular e, ao ligar, acabou acionando a ligação direta. A conversa gravada mostrou a troca de informações entre agentes sobre identificar manifestantes por fotos.
A gravação capturou ainda a solicitação de identificação de campaigners, sem que Wellings percebesse que a conversa estava gravada. Documentos internos mostram como a exposição provocou decisões dentro da polícia.
Quem está envolvido
Wellings usava o nome fictício Simon Wellings e atuava infiltrado no grupo Globalise Resistance, além de outras campanhas de esquerda. O grupo reconheceu a voz na gravação e o expulsou.
O repasse de informações incluía relatórios de vigilância, às vezes citando dados sensíveis como contas bancárias, moradia e relações pessoais de ativistas. Ao todo, ele relatou milhares de registros.
Desdobramentos na apuração
Após a expulsão, Wellings continuou monitorando outros ativistas por mais três anos, apesar das críticas sobre a veracidade dos relatórios. Ele afirmou ter buscado refletir fielmente o que observava.
Um memorando criado quatro dias após a expulsão discutiu se manter Globalise Resistance intacto ou lançar uma operação destrutiva usando Wellings. O significado exato foi questionado pela investigação.
Contexto institucional
O inquérito público, conduzido para entender a atuação de cerca de 139 agentes infiltrados, analisa décadas de espionagem sobre dezenas de milhares de ativistas, predominantemente de esquerda. O objetivo é esclarecer práticas de vigilância.
Wellings reconheceu ter sido responsabilizado pela falha de expor a rede sob vigilância. Após o episódio, o perfil do agente passou a ser tema de novas investigações e depoimentos.
Considerações finais do caso
O inquérito deve ouvir mais depoimentos sobre o memorando e a gestão da SDS, guarnição responsável pela operação de disfarce. O objetivo é esclarecer procedimentos, impactos e controles adotados pela polícia.
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