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Trend do TikTok que incentiva violência contra mulheres é alvo da PF

Polícia Federal investiga trend do TikTok que simula violência contra mulheres; remoção de vídeos e possível abertura de ação pela Procuradoria-Geral da República

Yuri Meirelles, participante de “A Fazenda” que ganhou fama após estrelar um clipe de Anitta, foi um dos usuários que participou da trend “Caso ela diga não”, que simula golpes e agressões caso uma mulher recuse um pedido de casamento. O ex-peão apagou o vídeo e garante que se arrepende da publicação.
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  • A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a trend do TikTok chamada “Caso ela diga não”, que mostra golpes e agressões caso a mulher não aceite um pedido de casamento.
  • Vários vídeos da tendência foram removidos pela PF e pela plataforma, após solicitação de preservação de dados e análise do conteúdo.
  • A Comissão de Segurança Pública da Câmara vai à PGR para que haja apuração criminal de autores e avaliação de medidas das plataformas contra conteúdos misóginos.
  • O TikTok afirmou que não permite conteúdo de ódio ou violência, e que vídeos que violam as diretrizes são derrubados; a moderação acompanha os conteúdos.
  • Yuri Meirelles, ex-participante de A Fazenda, pediu desculpas pelo vídeo da trend, dizendo que foi uma “brincadeira” e que se arrepende.

Yuri Meirelles, participante de A Fazenda, participou da trend do TikTok chamada Caso ela diga não, que simula agressões caso uma mulher recuse um pedido de casamento. O vídeo foi apagado pelo ex-peão, que pediu desculpas publicamente, afirmando ter visto o erro depois de refletir sobre a publicação.

A sequência de conteúdos envolve outros criadores que também divulgaram cenas de violência simulada contra mulheres. A justificativa de alguns usuários foi tratar a trend como uma brincadeira ou moda, o que gerou críticas nas redes.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar conteúdos vinculados à trend. A DCPF solicitou preservação de dados às plataformas e a retirada de materiais que promovam violência contra a mulher. Perfis que postaram vídeos similares devem ser removidos.

A PF informou que serão avaliadas as evidências recolhidas para as medidas cabíveis. A investigação também busca entender se houve incitação à violência ou compactuação com a prática de misoginia.

Além disso, a Câmara dos Deputados, pela Comissão de Segurança Pública, planeja encaminhar requerimento à PGR para investigar a trend. O objetivo é responsabilizar penalmente autores de vídeos por apologia à violência e analisar ações das plataformas.

O TikTok comunicou que não tolera conteúdos de ódio, violência ou promoção de ideologias que incentivem o dano. A empresa afirmou que conteúdos que violem as diretrizes são removidos e que a moderação atua para identificar conteúdos violativos.

Contexto adicional aponta que, no Brasil, casos de violência contra a mulher ganham atenção após episódios de relevância pública e dados de violência doméstica. A segurança pública segue acompanhando a evolução da discussão sobre regras de plataformas.

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