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Polícia de NSW admite afirmação incorreta após policial matar homem

Perito oficial de medicina legal afirma que Pampalian não era conhecido pela polícia; polícia admite erro na declaração inicial e cita mudanças em treinamento mental e câmeras corporais

Steve Pampalian was shot three times by a police officer in the driveway of his home in Sydney’s North Willoughby after he had a psychotic episode.
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  • Um homem foi abatido a tiros por um policial de NSW no dia 25 de maio de 2023, em North Willoughby, após avançar com duas facas durante um episódio psicótico.
  • A afirmação anterior da assistente-chefe Leanne McCusker de que Steve Pampalian “era conhecido pela polícia” foi considerada incorreta pelo inquérito, que apontou que ele não tinha histórico criminal.
  • O inquérito ouviu que Pampalian provavelmente entrou em psicose nos meses anteriores, sem que a família ou médicos tivessem percebido alterações significativas.
  • O policial que atirou, Constável Jason Bryan, não ligou a sua câmera corporal antes do disparo; a câmera de outros oficiais na proximidade seria acionada apenas se um revólver ou taser fosse empunhado.
  • Em resposta ao caso, a força anunciou mudanças: as câmeras passam a ligar automaticamente quando um policial saca arma ou taser, e houve aumento na formação anual de saúde mental para os policiais.

O inquérito sobre a morte de Steve Pampalian, ocorrida em 25 de maio de 2023 em North Willoughby, NSW, revela que a afirmação de que o homem era conhecido pela polícia era incorreta. A declaração foi feita pelo vice-comissário assistente logo após o confronto que resultou em três disparos contra Pampalian, que aproximou-se com duas facas.

O inquérito ouviu que Pampalian não tinha antecedentes criminais. A observação inicial foi considerada pessimamente precisa pelo detetive Insp. Trent Power, que confirmou a correção durante a sessão. A família havia pedido retratação, argumentando que a informação poderia associar o falecido a comportamentos criminosos.

A perícia psicológica apresentada por Danny Sullivan indicou que Pampalian pode ter entrado em psicose ao longo de seis meses. O especialista destacou que o episódio não estava ligado a um transtorno de ansiedade previamente diagnosticado, para o qual ele já tomava antidepressivos desde 2014.

Contexto da investigação

A polícia recebeu várias ligações de vizinhos que descreveram Pampalian atropelando com medo e perseguindo uma mulher. A primeira resposta foi do policial Const. Jason Bryan, que atirou três vezes ao surgir a distância súbita, enquanto Pampalian avançava com as facas.

O inquérito destacou a dificuldade de contestar uma situação de crise de saúde mental com diálogo imediato. O psiquiatra forense afirmou que não havia informações suficientes para orientar uma abordagem diferente pela polícia no momento.

Mudanças operacionais 2023-2024

Após o incidente, a NSW Police alterou procedimentos de atuação. Câmeras corporais passam a ligar automaticamente ao sacar arma ou taser, funcionando também para colegas dentro de um raio de 10 metros.

Além disso, houve aumento da frequência do treinamento anual em saúde mental para os oficiais, visando melhorar a resposta a cenários similares. As mudanças refletem a adoção de lições de incidentes anteriores, conforme relato da polícia.

Repercussos familiares e institucional

A família Pampalian acompanhou o desenrolar do inquérito e pediu que a força reavaliasse a comunicação pública sobre o caso. O depoimento emocional do advogado da família ocorreu durante a leitura de uma declaração de Eddie Pampalian, irmão da vítima.

O inquérito também discutiu a interação entre a polícia e pessoas em sofrimento mental, destacando a necessidade de protocolos mais claros e intervenções menos letais em situações semelhantes. As apurações seguem em curso.

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