- Em 2025, os custos com má conduta da NYPD aos cofres públicos somaram mais de $117 milhões, aponta estudo sobre ações resolvidas no ano.
- Mais de mil ações foram encerradas no ano, com 17 pagamentos superiores a $1 milhão cada.
- Os maiores desembolsos foram de $13 milhões e $11 milhões a dois homens, após o tribunal reverter suas condenações por um assassinato na Times Square em 1987.
- Aproximadamente $42 milhões, ou mais de um terço do total, referem-se a acordos envolvendo condenações revertidas.
- Dados publicados desde 2013 mostram que esse total é o terceiro maior desde 2018; a Polícia e a associação de policiais defenderam posições diferentes sobre responsabilidade e políticas.
O Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) teve custos para os cofres públicos acima de 117 milhões de dólares em 2025 devido a ações de má conduta, segundo estudo sobre processos resolvidos no ano passado. A análise, realizada pela Legal Aid Society e replicada pelo Gothamist, aponta o terceiro maior total anual desde 2018.
Ao todo, mais de 1.000 ações judiciais foram resolvidas em 2025, com 17 casos custando mais de 1 milhão de dólares cada. Quase um terço do valor total corresponde a condenações revogadas, evidenciando uma proporção relevante de reversões de veredictos.
Pagamentos elevados e casos de condenações revertidas definem o montante. Dois homens receberam os maiores repasses: 13 milhões de dólares para Eric Smokes e 11 milhões para David Warren, após a anulação de suas condenações pela morte de uma turista francesa em Times Square, em 1987.
O estudo destaca que parte do gasto ocorre em acordos antes de ações formais serem movidas, conforme informações da Controladoria da cidade. As resoluções de 2025 também envolvem decisões de décadas passadas, o que impacta o balanço público.
A Legal Aid aponta a existência de uma “cultura de impunidade” dentro do NYPD e ressalta que os custos recaem sobre os contribuintes. Em resposta, a Polícia afirma que muitos acordos dizem respeito a casos antigos e que medidas de responsabilização foram ampliadas.
A associação que representa os oficiais, a Police Benevolent Association (PBA), contestou as alegações de má conduta, afirmando que a cidade costuma optar por acordos em casos em que os policiais não teriam cometido injustiças, o que dificulta a defesa dos nomes dos agentes.
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