- Alvi Choudhury, 26, engenheiro de software, foi preso em Southampton após a Polícia usar reconhecimento facial que o ligou a um furto em Milton Keynes, a cerca de 160 quilômetros de distância.
- A prisão ocorreu após a comparação entre o rosto dele e imagens de um suspeito com £3 mil em burglary, apesar de ele estar em Southampton no dia do crime.
- A polícia disse que a decisão foi tomada com avaliação visual humana, além do pareamento automático, e que não houve uso de perfilamento racial.
- Questionamentos sobre viés do reconhecimento facial vêm desde 2023, com dados do Home Office mostrando maiores taxas de falsos positivos para pessoas negras e asiáticas em determinados ajustes.
- Choudhury busca indenização e transparência sobre o número de prisões errôneas envolvendo a tecnologia, enquanto autoridades afirmam que o sistema está sendo revisado e que novas melhorias estão em desenvolvimento.
Alvi Choudhury, engenheiro de software de 26 anos, foi preso em Southampton após um furto ocorrido em Milton Keynes, a cerca de 160 km de distância. A prisão ocorreu após um reconhecimento facial automatizado identificar o rapaz com base em imagens da polícia.
Segundo documentos, o sistema comparou o rosto dele com imagens de um suspeito, levando a prisão antes de 2h da manhã. O caso ocorreu em janeiro, quando ele estava em casa com os pais. A análise humana foi usada, mas não impediu a detenção.
Choudhury afirma ter fornecido provas de compromissos de trabalho em Southampton no dia do crime. Ele foi liberado após cerca de 10 horas em custódia. O episódio levanta questionamentos sobre confiabilidade da tecnologia.
Tecnologia de reconhecimento facial sob escrutínio
A polícia britânica utiliza um algoritmo da Cognitec, contratado pelo Home Office, que realiza buscas em um banco com cerca de 19 milhões de retratos. Dados mostram maior taxa de falsos positivos para pessoas negras e asiáticas.
Relatos oficiais indicam que as correspondências devem ser tratadas como inteligência, não como prova definitiva. A polícia de Thames Valley reconheceu que a prisão pode ter tido influência de vieses na tecnologia, mas afirmou ter apoiado a decisão em avaliação humana.
Repercussões e ações legais
Choudhury pretende processar Thames Valley Police e Hampshire Constabulary por danos e solicita maior transparência sobre prisões indevidas envolvendo reconhecimento facial. Advogado do caso destaca a necessidade de combinar IA com diligência humana.
Especialistas apontam risco de uso indevido da tecnologia, com casos de prisões equivocadas já registrados em outras ocasiões. Autoridades trabalham em revisões de diretrizes e em um novo sistema nacional de combinação facial com algoritmo aprimorado.
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