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Campanha de delegados aponta promessas não cumpridas de Tarcísio

Sindicato dos Delegados de SP coloca outdoors cobrando Tarcísio por promessas não cumpridas, apontando desvalorização, salários baixos e déficit de efetivo

Tarcísio de Freitas, governador de SP. Foto: PAULO GUERETA/GOVSP
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  • O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) iniciou uma campanha com outdoors em cidades do interior, Vale do Paraíba e litoral para cobrar promessas não cumpridas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) desde 2022.
  • As peças apontam desvalorização da carreira, baixos salários e defasagem do quadro efetivo da Polícia Civil, associando o problema ao suposto sucateamento da segurança pública.
  • A campanha também terá frente de comunicação digital para contestar a propaganda governista, conforme o Sindpesp, que diz que a mensagem oficial não condiz com a realidade da polícia.
  • O sindicato afirma haver déficit de 14.377 policiais entre delegados, escrivães, investigadores, agentes, peritos e médicos-legistas, com mais admissões do que baixas entre 2023 e janeiro de 2026.
  • Em janeiro deste ano, houve 113 desligamentos na Polícia Civil, e o Sindpesp alerta para o agravamento do quadro de desprovimento diante da falta de previsibilidade de novos concursos.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) iniciou uma campanha para cobrar o cumprimento de promessas feitas pelo governador Tarcísio de Freitas, durante a campanha de 2022. A ação envolve outdoors em cidades do interior, Vale do Paraíba e litoral, com mensagens sobre desvalorização da carreira, baixos salários e defasagem do quadro efetivo.

Os cartazes, veiculados desde terça-feira, 24, expõem denúncias de que a gestão atual não entregou melhorias prometidas à Polícia Civil. Moradores de cidades como Araçatuba, Bauru, Campinas, Piracicaba e Santos devem encontrar as peças nas vias. A campanha também prevê atuação digital para contrapor a propaganda governista, segundo o sindicato.

A presidente do Sindpesp, Jacqueline Valadares, afirma que a população precisa entender como os policiais são tratados pelo governo. O sindicalista destaca que salários não acompanham a função, há queda de efetivo desde 2023 e que o setor enfrenta alta carga de trabalho, o que impacta a segurança pública.

Números e contexto

O Sindpesp aponta um déficit de 14.377 profissionais entre delegados, escrivães, investigadores, agentes, peritos e médicos-legistas. Entre 2023 e janeiro de 2026, houve 5.760 admissões, mas 3.691 baixas por aposentadorias, exonerações e outras razões. Em janeiro, 113 desligamentos foram registrados na Polícia Civil paulista.

Segundo o sindicato, o cenário indica um agravamento do quadro já neste ano, com incertezas sobre novos concursos. A reportagem de Cartacapital questionou o governo Tarcísio sobre as denúncias, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

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