- El Mencho, nome real Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, era cofundador e líder do Cartel Jalisco New Generation (CJNG, sigla) e foi morto neste domingo pelas forças especiais mexicanas.
- O CJNG, com base em Jalisco, tornou-se uma das organizações criminosas mais poderosas do México, conhecida por violência extrema e arsenal de estilo militar.
- O cartel já atacou forças militares, lançou explosivos por drones e instalou minas, destacando-se pela atuação agressiva em cidades pequenas e médias.
- El Mencho, ex-policial, tinha cinquenta e nove anos e há anos era buscado pelas autoridades mexicanas e estadunidenses; há registros de várias acusações nos Estados Unidos.
- O CJNG mantém presença em todos os 50 estados dos Estados Unidos e é apontado como grande fornecedor de cocaína, metanfetamina e fentanil, rivalizando com o Sinaloa em poder e alcance.
El Mencho, o líder do CJNG, foi morto neste domingo por forças especiais mexicanas. O cartel de Jalisco é reconhecido como uma das organizações criminosas mais poderosas do país, com atuação agressiva e arsenal de estilo militar. O líder, cuja identidade é Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, tinha 59 anos.
O CJNG ganhou notoriedade desde que foi criado por El Mencho e Erik Valencia Salazar, o El 85, por volta de 2007. O grupo iniciou no estado de Jalisco e ampliou operações para diversos estados, travando confrontos com forças de segurança e outras organizações. A polícia e autoridades o consideram uma ameaça à segurança nacional.
Contexto e histórico de atuação
Especialistas citados pela imprensa destacam que o CJNG já utilizou drones para explosões, minas e ataques contra aeronaves militares. O cartel também tem histórico de ataques no coração do México, incluindo incêndios de helicópteros e tentativas de assassinato de autoridades, como ocorreu em 2020 contra o chefe da polícia da capital.
A DEA classifica o CJNG como equivalente em poder ao Sinaloa, com presença em todos os 50 estados dos EUA e atuação como fornecedor de cocaína, além de gerar receitas com fentanyl e metanfetaminas. O grupo surgiu de uma dissidência com o CJNG, após vínculos iniciais com o cartel de Sinaloa.
Trajetória do líder e processo legal
El Mencho já estava há anos no radar da Justiça norte-americana. Em 2021, autoridades dos EUA sinalizaram a gravidade da ameaça representada pelo CJNG e pela liderança de El Mencho. Em 2022, uma acusação anterior foi atualizada a incluir conspiracy e distribuição de substâncias controladas com vistas à importação ilegal para os EUA, além de uso de armas.
O histórico do líder também inclui uma passagem pela prisão nos EUA, resultante de uma condenação por conspiração para distribuir heroína, na Califórnia, em 1994. Após cumprir pena, retornou ao México e consolidou o CJNG ao lado de aliados.
Fonte: Associated Press. A apuração aponta que, apesar de ser uma figura central, El Mencho manteve perfil discreto e raras imagens públicas surgem sobre ele. As autoridades mexicanas não divulgaram mais detalhes sobre o desfecho da operação.
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