- Em 2019, a Polícia Federal prendeu o brasileiro que administrava cinco dos maiores fóruns de abuso sexual infantil na dark web, com quase 2 milhões de usuários registrados.
- A operação, realizada com apoio internacional, foi mantida em sigilo para evitar que criminosos tentassem fugir.
- A prisão deu início a centenas de detenções ao redor do mundo e houve o resgate de uma criança na Rússia, após a descoberta de pistas nos arquivos apreendidos.
- Um colaborador português, conhecido como Twinkle, foi preso em Portugal; os arquivos estavam enterrados em uma floresta próxima à residência dele e em sua casa.
- A coalizão internacional de policiais aproveitou os arquivos para identificar outros suspeitos; Twinkle cumpre 21 anos de prisão e Lubasa era visto como o “chefão” por trás dos sites.
Em 2019, a Polícia Federal prendeu um brasileiro que administrava cinco dos maiores fóruns de material de abuso sexual infantil na dark web. A ação ocorreu após meses de investigação, com apoio de forças de outros países, em território brasileiro.
Segundo a PF, os fóruns reuniam quase 2 milhões de usuários globalmente. O dono, conhecido na dark web como Lubasa, vinha escapando das autoridades há anos. A prisão foi mantida em sigilo para evitar que criminosos buscassem se esconder.
O desfecho que gerou desdobramentos globais
A detenção ocorreu após a cooperação com autoridades de várias nações e resultou na apreensão de servidores usados pelos fóruns. Com isso, centenas de usuários foram identificados e presos em diferentes países, entre eles produtores e espectadores de conteúdos abusivos.
Twinkle, um colaborador turco-português ligado ao fórum BabyHeart, foi um marco da investigação. A polícia brasileira prendeu-o em Portugal, em uma residência no norte do país. Filhos estavam na cena durante a abordagem, e arquivos de abuso estavam ocultos em uma floresta próxima.
A descoberta dos arquivos e a cooperação internacional
Com os servidores apreendidos, a coalizão liderada por policiais dos EUA, Brasil, Rússia e Portugal avançou nas investigações. A Interpol recebeu cópias dos dados para disseminação entre as forças parceiras, ampliando a identificação de usuários.
Entre os casos ligados aos arquivos, destaca-se o resgate de um menino na Rússia após a prisão de Lubasa. O rastreamento levou à identificação de Dimitriy Kopylov, que mantinha a vítima em uma residência na área rural, onde foi encontrado são e salvo.
Impacto e continuidade das operações
A delegada Rafaella Parca, da Polícia Federal, afirma que cada prisão costuma abrir novas frentes de investigação. As evidências obtidas permitem rastrear outras pessoas envolvidas, fortalecendo ações globais contra esse tipo de crime.
A ação também evidenciou a persistência do problema na dark web, onde plataformas extremas operam fora de indexação de buscadores. A cooperação internacional segue como caminho essencial para desmantelar redes que exploram crianças.
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