- Jim Boyling, policial disfarçado, prestou depoimento usando identidade falsa durante processo de ativistas ambientais em 1997, sem que o tribunal soubesse que ele era agente de espionagem.
- Supervisores autorizavam manter a identidade falsa nas fases legais, elogiando publicamente a forma como ele lidou com as audiências.
- Dois ativistas tiveram as condenações anuladas depois que a revelação de que Boyling era agente ocorreu.
- Inquérito sobre os agentes disfarçados revela uma política antiga de não divulgar identidades reais de policiais em operações judiciais.
- Um relatório interno de 2009 destacou que táticas enganosas prejudicaram o direito a um julgamento justo, descrevendo a atitude da SDS como pouco profissional.
O inquérito público sobre o caso spycops revelou que oficiais de alto escalão elogiaram um policial infiltrado que mentiu sobre sua identidade real durante o julgamento de ativistas ambientais. O agente atuou disfarçado de manifestante e foi julgado junto de seis militantes por offences de ordem pública.
Jim Boyling, agente infiltrado, prestou depoimento sob identidade falsa enquanto era processado. Os superiores autorizavam a manutenção do falso personagem durante o processo, chegando a afirmar que ele merecia ser elogiado pela forma como lidou com as apresentações judiciais.
Condução do SDS e decisões da hierarquia
As autoridades superiores não informaram ao tribunal que Boyling era um policial disfarçado. Relatórios internos indicaram que a prática havia sido aceita com o conhecimento e apoio da gestão, configurando falha grave no devido processo.
O inquérito, chefiado pelo juiz aposentado Sir John Mitting, investiga há décadas como centenas de ativistas foram alvo de operações secretas iniciadas em 1968 e que teriam resultado em condenações indevidas.
Contexto e consequências no processo judicial
Entre 1970 e 1998, evidências indicam que agentes disfarçados não revelaram identidades reais em ao menos 13 julgamentos de ativistas que apoiavam causas como anti-fascismo, anti-apartheid e direitos animais.
O caso de Boyling ocorreu entre 1995 e 2000, com detenção em 1996 durante uma manifestação em frente às sedes do Transport for London. O SDS orientou que mantivesse a persona durante o processo.
Resultados judiciais e Repercussões
Boyling e os ativistas foram absolvidos ao final do processo. Em memorando posterior, o chefe do SDS afirmou que a operação se fortalecia pela postura diante das autoridades, sugerindo reconhecimento ao policial disfarçado.
O inquérito ouviu que a prática visava preservar a continuidade das operações, sob a alegação de que a revelação de identidades poderia comprometer a efetividade da unidade. A investigação continua a apurar impactos sobre direitos fundamentais.
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