- Procuradores federais de Manhattan acusam Kevin Taylor, ex-comandante da divisão de segurança escolar da Polícia de Nova York (NYPD), de aceitar subornos para ajudar a vender um “sistema móvel de alerta” a escolas em 2023, em dois esquemas de suborno.
- Taylor supostamente usou sua influência para permitir viagens e jantares de luxo, incluindo Las Vegas, Bahamas e restaurantes sofisticados, em troca de favorecer contratos milionários.
- Segundo o indiciamento, ele elaborou memorando recomendando ao NYPD a conceder um contrato ao empresário Geno Roefaro e pressionou o conselho municipal a adquirir os serviços.
- Roefaro também foi indiciado; defesa de Roefaro afirma que há dúvidas sobre as acusações e que ele foi vítima de extorsão, segundo a defesa.
- Taylor se declarou inocente; mensagens de Roefaro discutindo pagamentos e pressões também constam do caso, que inclui ainda suposta cobrança para financiar festa de fim de ano de mais de $100.000 organizada pela própria agência.
Kevin Taylor, ex-líder da divisão de segurança escolar da NYPD, é acusado de suborno por suposto esquema para vender um sistema móvel de alerta de pânico a escolas, em 2023, na cidade de Nova York. O caso tramita em Manhattan, sob acusação federal.
Segundo o inquérito, Taylor abusou de sua autoridade para favorecer o empresário envolvido na operação, autorizando ações que lhe garantiriam viagens e jantares caros, em dois esquemas de suborno.
O empresário Geno Roefaro também é alvo das acusações, com alegações de venda do sistema de alerta às escolas. O processo descreve encontros e mensagens envolvendo propostas e pressões para contratos milionários.
De acordo com a acusação, Taylor viajou para Las Vegas, Bahamas e outras localizações, participando de jantares de alto padrão e atividades luxuosas, como parte do suposto esquema de corrupção. Também teria pressionado a prefeitura a fechar o contrato.
Taylor foi apontado como responsável por emitir memorando recomendando a adjudicação do contrato ao seu interlocutor e por pressionar o conselho municipal a adquirir os serviços, segundo o documento judicial.
O ex-líder da NYPD negou as acusações, declarando que não houve má conduta anterior em seus 28 anos na polícia. A defesa pediu exoneração das acusações. Roefaro também sustenta inocência.
Em mensagens obtidas pela acusação, Roefaro reclamava de não obter retorno financeiro suficiente, enquanto Taylor respondia com tom agressivo, buscando acelerar decisões e lançamentos de produtos.
A denúncia ainda aponta que Taylor teria tentado forçar uma empresa de coletes balísticos a custear uma festa de fim de ano para oficiais da divisão, com orçamento superior a US$ 100 mil.
O porta-voz da NYPD afirmou que a instituição mantém padrões rigorosos e coopera com a investigação, ressaltando que não tolera conduta inadequada entre seus membros.
Fontes: The Guardian e comunicados oficiais do Departamento de Justiça.
Entre na conversa da comunidade