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Júri absolve policiais que mataram adolescente de 13 anos no Rio

Júri popular absolve PMs que atiraram em adolescente de 13 anos na Cidade de Deus, reconhecendo a autoria, mas aplicando a absolvição genérica

Thiago Menezes Flausino, 13 anos, morto durante operação policial na Cidade de Deus, no Rio — Foto: Reprodução
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  • Júri popular absolveu dois policiais militares acusados de homicídio qualificado pela morte do adolescente Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, ocorrida em agosto de 2023 na Cidade de Deus, Rio de Janeiro.
  • Os jurados reconheceram que os PMs Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal foram os responsáveis pelos disparos, mas os absolveram por meio de quesito genérico de absolvição.
  • O crime aconteceu em 7 de agosto de 2023, quando Thiago foi atingido pelas costas enquanto estava na garupa de uma moto; o motorista da moto ficou ferido na mão.
  • A defesa alegou que houve confronto e que os agentes reagiram a uma agressão a tiros; a perícia e testemunhas contestaram essa versão.
  • Dois outros policiais envolvidos foram excluídos do processo por falta de provas; caberá recurso da decisão.

O júri popular absolveu dois policiais militares acusados de homicídio qualificado pela morte do adolescente Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, em agosto de 2023, na entrada da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Os jurados reconheceram que os PMs foram os autores dos disparos, mas decidiram pela absolvição.

A ação ocorreu quando os agentes, em carro particular, teriam realizado uma tocaia com fuzis. Thiago foi atingido pelas costas, na garupa de uma moto; o motorista ficou ferido na mão. Os PMs respondem também por tentativa de homicídio contra o motorista.

A defesa afirmou que houve confronto e que os agentes reagiram a uma agressão a tiros. Pontos contestados incluíram a versão de testemunhas e a perícia. Dois outros policiais, também citados, foram excluídos do processo por falta de provas.

Detalhes do julgamento

Os jurados concluíram pela absolvição por meio do chamado quesito genérico de absolvição, que permite a decisão mesmo diante de provas favoráveis à acusação. Cabe recurso da decisão. O caso reacende debates sobre atuação policial na região.

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