- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, elogiou a coragem de Gabriel Galípolo e disse que os problemas do Banco Master tiveram origem em gestões anteriores do Banco Central.
- Rodrigues destacou a integração e a cooperação entre órgãos, que permitiram levar dados à PF conforme a lei.
- O BC era chefiado, antes de Galípolo, por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O diretor afirmou que houve alertas anteriores ao novo comando do BC sobre o caso Master.
- O inquérito está em andamento, com relatório final previsto; o STF prorrogou a investigação por 60 dias.
Foi durante a apresentação do balanço de 2025 da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, elogiou a atuação do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Ele disse que os problemas atribuídos ao Banco Master tiveram origem em gestões anteriores da instituição.
Rodrigues destacou que o enfrentamento do caso foi possível pela integração entre órgãos, pela cooperação institucional e pela decisão de Galípolo de enfrentar o tema e encaminhar dados à PF conforme a lei. O objetivo foi seguir o protocolo legal vigente.
A declaração ocorre no contexto de mudanças no BC, que teve, antes de Galípolo, a gestão de Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o diretor da PF, houve alertas sobre irregularidades já em momentos anteriores.
Desdobramentos do caso
Rodrigues afirmou que existem informações encaminhadas ao Ministério Público e à PF, sem indicar suspeitas concretas sobre gestões passadas, apenas alertas anteriores à posse de Galípolo. Ele ressaltou a autonomia da PF para atuar no caso Master.
Ainda segundo o diretor, o inquérito principal deve ter desfecho em breve. O ministro Dias Toffoli, relator, prorrogou a investigação por mais 60 dias no dia 16. A PF, porém, mantém o foco no objeto principal, sem descarte de hipóteses.
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