- A Polícia Federal realizou busca e apreensão na casa de Jocildo Lemos, diretor-presidente da Amprev, na semana passada.
- Ao chegar ao imóvel, os policiais não encontraram Jocildo; familiares acompanharam a ação e ele entregou voluntariamente um celular recém habilitado.
- A PF aponta indícios de ciência antecipada da operação, o que poderia indicar que os investigados teriam sido alertados antes.
- A investigação identifica aportes da Amprev no Banco Master, totalizando cerca de R$ 400 milhões, feitos sem alertas de risco.
- Jocildo afirma ter sido indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o político não é investigado. Também foram apreendidos o celular da mulher dele e registradas ligações de Mauro Júnior, procurador jurídico da Amprev.
Na semana passada, Jocildo Lemos, diretor-presidente da Amprev, foi alvo de uma ordem de busca e apreensão. Ao retornar para casa, ele entregou aos policiais um celular recém habilitado.
A Polícia Federal aponta indícios de que investigados teriam sido avisados com antecedência sobre a operação. O objetivo é apurar a destinação de recursos da Amprev para o Banco Master.
No relatório enviado à Justiça Federal, a PF sustenta que Jocildo pode ter tido ciência prévia da ação de busca e apreensão realizada na última sexta-feira, 6. Ele é apontado como mentor intelectual do Comitê de Investimentos.
Segundo apurações, aportes do fundo de previdência de Amapá no Banco Master teriam ocorrido sem avaliar riscos, somando aproximadamente R$ 400 milhões. Jocildo afirma ter sido indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não é investigado.
A reportagem do g1 confirmou que a diretoria da Amprev não se pronunciou oficialmente até o fechamento desta edição. O pedido de contato com Jocildo Lemos não teve retorno.
No desenrolar da operação, a PF chegou à residência de Jocildo por volta das 6h da manhã. A entrada foi autorizada pelos moradores, sem arrombamento, e familiares acompanharam o cumprimento.
Não havia Jocildo no local. A equipe policial foi informada de que o diretor havia saído para atividades físicas, levando o aparelho celular de uso pessoal. Ele posteriormente entregou o telefone às autoridades.
A PF informou que o celular havia sido habilitado recentemente e, na análise inicial, não foram encontrados registros concretos de uso pelo investigado. A investigação continua para esclarecer eventuais irregularidades.
Questionado sobre o celular, Jocildo informou que, na noite anterior, repassou o aparelho a um amigo. O amigo Mauro Júnior é procurador jurídico da Amprev e também teve o telefone requisitado pela PF.
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