- O caso envolve a morte de seis pessoas nas montanhas da Bulgária, começando no início de fevereiro com três homens encontrados mortos na pousada incendiada perto do desfiladeiro Petrohan, entre as províncias de Sofia e Montana.
- As vítimas do primeiro grupo tinham 45, 49 e 51 anos; as lesões apontaram para ferimentos a bala autoinfligidos, com DNA nas armas pertencente apenas aos falecidos.
- No domingo, foram localizados os corpos de três pessoas a bordo de um camper van na região do cume Okolchitsa (Okolchitsa Peak), cerca de 100 quilômetros ao norte de Sofia; investigadores apontam possível ligação com o caso do Petrohan.
- A procuradoria informou que, com base na autópsia do terceiro grupo, parecem ter ocorrido dois homicídios seguidos de um suicídio.
- Cinco das vítimas pertenciam à Agência Nacional de Controle de Áreas Protegidas, ONG de conservação que usava a pousada de Petrohan como base; há suspeitas de envolvimento em atividades criminosas na fronteira com a Sérvia.
Quatro homens e dois jovens foram encontrados mortos em duas locais distintos na Bulgária, em um caso que atrai atenção nacional. As primeiras descobertas ocorreram no início de fevereiro, em uma casa alagada de incêndio noComplexo do Petrohan, na serra que liga Sofia a Montana.
Duas mortes iniciais apresentaram ferimentos de arma de fogo na cabeça, considerados possivelmente autoinfligidos pelos peritos. As evidências de DNA nas armas pertencem unicamente às vítimas, segundo laudos preliminares.
No domingo seguinte, foram localizados mais três corpos, numa van na região do Okolchitsa Peak, cerca de 100 quilômetros ao norte da capital. A investigação busca vincular essas mortes aos casos do Petrohan.
Oficialmente, o gabinete do promotor informou que os dados de autópsia indicam uma sequência de dois homicídios seguidos de suicídio entre as três vítimas encontradas no veículo. As conclusões são provisórias e dependem de análise adicional.
A polícia informou que cinco das vítimas pertenciam à National Protected Areas Control Agency, organização não governamental dedicada à proteção da natureza. O grupo utilizava o lodge de Petrohan como base e também organizava acampamentos para jovens.
Alguns relatos descrevem os integrantes como defensores da natureza, com ligações à prática do budismo tibetano. Uma parente de uma das vítimas citou instabilidade psicológica entre os membros, segundo a imprensa local.
Famílias e testemunhas afirmam que as mortes podem estar relacionadas a possíveis atividades criminosas ao redor da fronteira com a Sérvia, com registro de contrabando e exploração ilegal de madeira na região.
Ralitsa Asenova, mãe de uma das vítimas do Okolchitsa, disse que os jovens podem ter testemunhado algo relevante, e classificou o caso como assassinato profissional. As declarações foram à televisão local Nova.
Até o momento, as autoridades mantêm silêncio sobre muitos detalhes, o que alimenta especulações nas redes. O país atravessa período de instabilidade institucional, sem governo estável e com eleições legislativas à vista.
O ex-presidente Rumen Radev descreveu o episódio como um choque político e um indicativo do estado do país, segundo remessas oficiais. Radev conclamou as autoridades a apurar os fatos com rapidez.
Estudos recentes sugerem que uma parcela significativa da população mantém cético em relação a informações oficiais, alimentando teorias da conspiração. A pesquisa ressalta o ambiente de desinformação no país.
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