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PF mira R$ 400 milhões da previdência de servidores do AP no esquema Master

PF mira cerca de R$ 400 milhões da previdência do Amapá em Letras Financeiras do Master; apuração aponta gestão temerária e possível dano ao patrimônio público

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Sede do Banco Master, em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, na manhã de sexta-feira, 6, na operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero.
  • Investigação mira irregularidades em investimentos da Amprev (previdência dos servidores do Amapá) em Letras Financeiras emitidas por Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central.
  • Cerca de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Amapá teriam sido aplicados nessas Letras Financeiras sem lastro adequado.
  • Um dos objetivos é apurar se houve prejuízo ao patrimônio público e identificar responsáveis pelas aplicações, incluindo o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois integrantes do comitê de investimentos.
  • A PF aponta crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta no caso, que envolve também o histórico de outros fundos de previdência que investiram no Master.

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, capital do Amapá, na manhã desta sexta-feira, 6. A ação mira irregularidades envolvendo investimentos da previdência dos servidores no liquidado Banco Master, segundo a PF. A operação Zona Cinzenta é desdobramento da Compliance Zero, que apura aplicações da Amprev em papéis sem lastro no FGC, considerados de alto risco.

De acordo com as primeiras informações, o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois membros do comitê de investimentos estão entre os alvos. Os mandados foram autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal e discutem a aplicação de cerca de R$ 400 milhões do RPPS/AP em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

A PF informou que investiga a aprovação e a execução de investimentos da autarquia estadual, com possível gestão temerária e gestão fraudulenta. A operação também busca esclarecer se houve prejuízo ao patrimônio público e identificar os responsáveis pelas operações no Master.

Contexto e desdobramentos também aparecem na investigação, que acompanha decisões anteriores à liquidação do banco pelo Banco Central. O caso releva o uso de recursos de previdência em instituições com risco de não lastro, similar a ocorrências recentes em outros estados.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Amprev para posicionamento e aguarda retorno. A apuração continua para confirmar impactos financeiros e responsabilidades administrativas.

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