- A Receita Federal afastou do cargo de chefia o auditor fiscal investigado por suposto acesso a dados sigilosos de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes; a decisão foi publicada no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira, 19.
- Ele era chefe substituto da Equipe de Gestão de Crédito Tributário e do Direito Creditório, na Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente, São Paulo.
- A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e aplicou medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, além do afastamento de funções públicas de um servidor da Receita e outros três do Serpro.
- O presidente da Unafisco afirmou que o auditor admitiu o acesso em novembro do ano passado, com motivação “fútil” e curiosidade sobre um sobrenome comum; segundo ele, houve um falso positivo.
- Em nota, a defesa destacou a reputação ilibada do servidor e que os fatos serão esclarecidos quando houver acesso aos elementos formais.
A Receita Federal afastou do cargo de chefia um auditor fiscal investigado por suspeita de ter acessado dados sigilosos de uma parente do ministro do STF Gilmar Mendes. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira, dia 19. O órgão não detalhou o motivo da dispensa na portaria publicada.
O auditor exercia o cargo de chefe substituto da Equipe de Gestão de Crédito Tributário e do Direito Creditório, na Delegacia da Receita Federal do Brasil em Presidente Prudente (SP). A apuração integra uma operação da Polícia Federal que investiga vazamentos de dados sigilosos de integrantes da Suprema Corte e de seus familiares.
Contexto da operação
A Polícia Federal realizou buscas e apreensões, além de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o afastamento de funções públicas para um servidor da Receita e mais três do Serpro. As informações são parte de apurações sobre acessos não autorizados a dados sensíveis.
Reações e posicionamentos
O presidente da Unafisco, Kléber Cabral, informou que o auditor em questão admitiu ter acessado dados da parente de Gilmar Mendes em novembro do ano passado, mas alegou motivação fútil ligada à curiosidade sobre um sobrenome comum. A defesa do servidor destaca a reputação ilibada do profissional e afirma que, com o devido acesso aos elementos formais, os fatos serão esclarecidos.
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