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Evelyn Araluen vence prêmio de Victoria com poesia contundente e US$125 mil

Evelyn Araluen leva os $100 mil de literatura e $25 mil de escrita indígena com The Rot, apresentando poesia politicamente contundente

Evelyn Araluen, the Goorie and Koori poet who has won the $100,000 Victoria prize for literature and the $25,000 Indigenous writing category at this year’s Victorian premier’s literary awards.
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  • Evelyn Araluen ganhou o prêmio de literatura de Victoria no valor de $100.000 e o prêmio de escrita indígena no valor de $25.000, pelo livro The Rot.
  • The Rot foi escolhido entre quase sete centenas de obras inscritas e também ficou finalista na categoria de poesia.
  • A poeta já havia vencido o Stella Prize em 2022 e, na ocasião, contou ter passado por dificuldades financeiras antes de se dedicar à carreira acadêmica.
  • A obra nasceu de meses de trabalho após experiências em 2024, quando Araluen foi alvo de repúdio ao mencionar o genocídio de Gaza durante uma leitura.
  • Além de Araluen, os demais vencedores incluíram Omar Musa (ficção), Micaela Sahhar (não ficção) e Eunice Andrada (poesia KONTRA).

Evelyn Araluen levou dois prêmios na edição deste ano do Victorian premier’s literary awards: o Prêmio de Literatura do Victoria, no valor de US$ 100 mil, e o Prêmio de Escrita Indígena, de US$ 25 mil, pelo segundo livro de poesia The Rot. O anúncio ocorreu na noite de quinta-feira.

A vencedora foi selecionada entre quase 700 obras inscritas e já tinha sido indicada na categoria de poesia. Araluen, poetisa Goorie e Koori, também ficou na lista de finalistas no prêmio principal.

Os jurados definiram The Rot como uma obra de inteligência poética, com formato arrojado, emoção precisa e postura politicamente firme. O livro foi escrito em alguns meses no ano passado e se inspirou em ocorrências vivenciadas pela autora durante apresentações em Adelaide, em 2024.

Entrevista e contexto

Antes de saber da vitória no prêmio maior, Araluen comentou à Guardian Australia a satisfação com o prêmio indígena. Disse que, ao narrar um genocídio, sentiu apoio de leitores mesmo diante de críticas.

A autora relatou que criou The Rot após experiências de leitura pública confrontadoras, com impacto emocional intenso. Ela reconheceu a necessidade de registrar o que ocorreu em sua geração, para além do ato de convivência com a dor.

Outros vencedores do prêmio

O prêmio de ficção ficou com Fierceland, de Omar Musa, enquanto a não ficção ficou com Find Me at the Jaffa Gate, de Micaela Sahhar. A categoria infantil foi vencida por Once I Was a Giant, de Zeno Sworder.

Na poesia, KONTRA, de Eunice Andrada, ganhou o prêmio correspondente. Emilie Collyer venceu em drama com Super. O prêmio para manuscrito inédito ficou com The Kookaburra, de Charlotte Guest. O prêmio popular ficou com Discipline, de Randa Abdel-Fattah.

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