- Ministério de Moraes e a esposa teriam feito ao menos oito voos em jatos executivos do empresário Daniel Vorcaro entre maio e outubro de 2025, aponta levantamento da Folha de S.Paulo a partir de dados da Anac, Doação de Controle do Espaço Aéreo e Registro Aeronáutico Brasileiro.
- Sete dos voos teriam ocorrido em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo associada a Vorcaro; o oitavo voo, em 7 de agosto de 2025, seria em jato Falcon 2000 de uma empresa privada chamada FSW SPE.
- O escritório de Viviane Barci de Moraes afirma que presta serviços de taxi aéreo e que os valores eram compensados em honorários, em contrato que envolve o Banco Master, fechado em fevereiro de 2024 e encerrado em novembro de 2025.
- O gabinete do ministro afirma que as informações da reportagem são falsas e sustenta que Moraes jamais viajou em aeronaves de Vorcaro ou de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
- A pesquisa cita ainda que a agência Prime You não divulga dados de usuários por confidencialidade e LGPD; Vorcaro, Zettel e o caso envolvem movimentações vinculadas ao inquérito sobre o caso Master no STF.
O jornalismo acompanha um conjunto de viagens atribuídas ao ministro do STF Alexandre de Moraes e à sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Segundo levantamento, Moraes e a advogada teriam participado de ao menos oito voos em jatos executivos entre maio e outubro de 2025. As informações são apontadas com base em cruzamento de dados da Anac, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo e do Registro Aeronáutico Brasileiro, com foco em embarques no
terminal executivo de Brasília.
A apuração envolve a infraestrutura de voos compartilhados da Prime Aviation, apontada como fornecedora de aeronaves autorizadas para táxi aéreo. Um dos voos, em 7 de agosto de 2025, teria ocorrido em um jato Falcon 2000 de uma empresa privada chamada FSW SPE, apontada como sem autorização para esse tipo de serviço. Um dos sócios do empreendimento é o pastor Fabiano Zettel, ligado a Vorcaro.
Viviane Barci de Moraes afirmou que o escritório utiliza serviços de taxi aéreo regularmente, inclusive os de uma empresa do portfólio Prime Aviation. A advogada diz que os valores contratados eram compensados com honorários advocatícios, conforme cláusulas contratuais, e que o contrato com o Banco Master foi encerrado com a liquidação da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025.
O gabinete de Moraes nega as viagens em jatos de Vorcaro ou de Zettel. Em nota, afirma que o ministro jamais voou em aeronaves dessas pessoas e que não mantém relações com elas. O STF também destacou que as informações apresentadas pela reportagem são incorretas. A defesa de Viviane Barci de Moraes informou que a banca contratou diversos serviços de taxi aéreo, incluindo a Prime Aviation, com pagamentos compensados nos honorários.
Contexto adicional aponta que o contrato entre o escritório Barci de Moraes e o Banco Master, firmado em fevereiro de 2024, previa pagamentos mensais de 3,6 milhões de reais por três anos, totalizando 129 milhões. O acordo foi encerrado com a liquidação do Banco Master em 2025, conforme reportagem publicada por veículos locais.
A apuração segue em andamento, com a PF e outras autoridades avaliando possível relação entre os contratos de consultoria e as operações de fretamento. Fontes consultadas destacam a necessidade de apuração detalhada para confirmar dados, regularidades e eventual impacto no STF.
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