- STF rejeita a prorrogação da CPMI do INSS por 8 votos a 2, encerrando seus trabalhos prevista para este fim de semana.
- Mendonça fica isolado após a decisão, apesar de ter pedido a extensão a pedido da oposição.
- ministros críticas duras a vazamentos de dados sigilosos e à possível ampliação do escopo da CPMI para investigar o Banco Master.
- temores entre ministros sobre ligações entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes.
- oposição expressa frustração, mas aponta avanços nas investigações, enquanto Mendonça continua à frente das apurações do INSS e do Master no STF.
O STF encerrou nesta quinta-feira (26) a CPMI do INSS. O plenário rejeitou a prorrogação da comissão por 8 votos a 2, encerrando os trabalhos que investigavam descontos fraudulentos na aposentadoria de idosos e pensões.
A decisão isolou o ministro André Mendonça, que defendia a prorrogação a pedido da oposição. Mendonça também supervisiona investigações da Polícia Federal sobre o esquema ligado ao INSS e ao Banco Master.
Alguns ministros criticaram a condução das apurações no Congresso. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes condenaram vazamentos de dados sigilosos e a ampliação do escopo para o Banco Master, alvo de novas suspeitas envolvendo créditos consignados.
A ampliação do inquérito ao Master gerou preocupação entre membros da corte, diante de revelações sobre a relação próxima entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o ministro Moraes. Havia temor de que novos dados de celulares pudessem surgir.
A CPMI, criada em agosto do ano passado, já prendeu 14 pessoas, colheu dezenas de depoimentos e reunido quase 2 mil documentos. A oposição buscava ampliar o prazo em 120 dias para aprofundar apurações sobre o crédito consignado.
O pedido de prorrogação foi entregue ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, com assinatura de 175 deputados e 29 senadores. Alcolumbre não recebeu o pedido, levando a controvérsia ao STF, que decidiu pela intercorrência interna ao Congresso.
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