- O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (17) que a atual conjunção de crises globais exige reforço das instituições multilaterais e preservação de um Judiciário independente, durante abertura da Corte Interamericana de Direitos Humanos no STF.
- Ele disse que o momento não representa esgotamento nem irrelevância dessas organizações, mas a necessidade de reafirmar seu papel diante de tensões políticas e institucionais.
- Fachin falou em meio a uma crise institucional, com dois ministros — Alexandre de Moraes e Dias Toffoli — citados na investigação envolvendo o Banco Master.
- O ministro defendeu fortalecer o sistema interamericano de direitos humanos e organismos criados após a Segunda Guerra Mundial, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).
- Ele ressaltou que a democracia enfrenta desafios ao redor do mundo e requer vigilância ativa, associando a defesa das instituições à preservação de uma ordem internacional baseada em regras e cooperação entre os países.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (17) que a crise internacional atual reforça a necessidade de fortalecer instituições multilaterais e preservar um Judiciário independente. O discurso aconteceu durante a abertura do período de sessões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, no plenário da corte.
Fachin disse que o momento não indica esgotamento nem irrelevância dos mecanismos multilaterais, mas reforça a urgência de reafirmar seu valor e ampliar o diálogo global. Ele pediu compromisso renovado com organismos multilaterais e com tratados que estruturam o sistema internacional.
Para o ministro, é essencial fortalecer o sistema interamericano de direitos humanos e instituições criadas após a Segunda Guerra Mundial, como ONU e OEA, diante de desafios democráticos globais. Ele destacou a necessidade de vigilância permanente das democracias.
Em seu pronunciamento, Fachin ressaltou que a democracia é uma construção humana que exige atuação constante. A defesa das instituições democráticas, para ele, está ligada à preservação da ordem internacional baseada em regras e cooperação.
O presidente do STF também conectou a defesa dessas instituições ao fortalecimento da soberania nacional e ao respeito aos direitos humanos, defendendo um alicerce que sustente uma ordem internacional baseada no direito.
Entre na conversa da comunidade