- Moraes determinou buscas da Polícia Federal contra o blogueiro Luís Pablo, do Maranhão, por críticas ao ministro Flávio Dino; celular dele foi apreendido e o processo está em sigilo.
- A ação não tem relação com o inquérito das fake news, segundo apuração do UOL; a operação foi divulgada pelo próprio site do jornalista.
- Luís Pablo afirmou não ter acesso à íntegra da investigação e defendeu seu trabalho, dizendo estar comprometido com jornalismo responsável e a liberdade de imprensa.
- A investigação foi aberta a pedido de Dino; inicialmente foi distribuída a Cristiano Zanin, a PGR manifestou pela procedência, e, em fevereiro, o caso foi redistribuído a Moraes.
- O site do blogueiro se autodenomina o “blog mais polêmico do Maranhão” e publicou reportagens sobre supostos uso de carro oficial pelo ex-governador Dino; não está claro se essas matérias motivaram as buscas. Dino costuma viajar ao Maranhão toda semana.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou buscas da Polícia Federal contra um blogueiro do Maranhão que criticou o ministro Flávio Dino em seu blog local. A ação envolve o jornalista Luis Pablo e ocorre em meio a apurações sigilosas.
A Polícia Federal cumpriu as medidas anteontem e apreendeu o celular do blogueiro. O caso não está relacionado ao inquérito das fake news, segundo apuração do UOL, e a operação foi divulgada pelo próprio site do jornalista.
O processo tramita sob sigilo. A investigação teve início a pedido de Dino e, inicialmente, seguiu para Cristiano Zanin apurar o crime de perseguição a ministro do STF. Em fevereiro, a PGR pediu redistribuição; os autos foram então sorteados para Moraes.
Contexto da investigação
O blog do Maranhão se autodeclara como o “blog mais polêmico do Maranhão” e publicou reportagens desde novembro do ano passado sobre supostas irregularidades envolvendo uso de veículo oficial destinado ao TJ estadual. Ainda não fica claro se as buscas estão relacionadas a essas denúncias.
Dino costuma viajar ao Maranhão semanalmente, onde nasceu e já foi governador. A frequência de visitas não foi relacionada diretamente aos motivos da operação, segundo a avaliação das autoridades.
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