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Procuradoria cobra regras mais rígidas de IA para eleições no TSE

PGE cobra do TSE regras mais duras para IA na propaganda de 2026, propondo proibição de criar, substituir ou editar conteúdos, com exceção de melhoria técnica

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Urna Eletrônica: TSE coordena audiências públicas sobre novas regras para uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral (Foto: Alejandro Zambrana/TSE)
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  • A Procuradoria-Geral Eleitoral pediu ao TSE regras mais rígidas para o uso de IA em propaganda eleitoral de 2026, afirmando que a proposta atual é branda e permitiria manipulação de conteúdo.
  • A PGE propõe proibir explicitamente o emprego de IA para criar, substituir, omitir, mesclar, alterar velocidade ou sobrepor imagens e sons em peças eleitorais, admitindo apenas melhoria técnica de qualidade.
  • Hoje, as normas já proíbem deepfakes e o uso de IA para disseminar informações falsas ou fora de contexto; o que falta é tornar mais claro o conjunto de regras.
  • A PGE recomenda a criação de uma pena específica, entre R$ cinco mil e R$ trinta mil, para conteúdos falsos ou manipulados com IA, para dar maior segurança jurídica.
  • Há divergência sobre impulsionamento pago por pessoas físicas: a PGE defende que qualquer contratação de impulsionamento por pessoas naturais seja propaganda antecipada, mesmo sem menção a candidaturas, enquanto o TSE avalia propostas em audiência pública.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que as regras sobre uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais de 2026 sejam mais rígidas. Segundo o órgão, a proposta em análise é branda e permitiria manipulação de conteúdo, mesmo com a exigência de informar o uso de conteúdo sintético.

A PGE afirma que, com cerca de 156 milhões de eleitores, uma parcela significativa não compreende o termo técnico “conteúdo sintético”. Por isso, defende restrição explícita ao uso de IA para criar, substituir, omitir, mesclar, alterar velocidade ou sobrepor imagens e sons em peças eleitorais, permitindo apenas melhorias técnicas.

A avaliação é de que as normas atuais, que já proíbem deepfakes e uso de IA para disseminar desinformação, não impedem práticas prejudiciais. A PGE sustenta que a circulação de conteúdos fabricados pode causar danos irreversíveis ao processo eleitoral.

O que está em jogo

Em audiência pública, a PGE ressaltou que o Brasil enfrenta uso irregular de IA contra políticos e um ambiente de criminalidade digital mais intenso do que o observado na Argentina, onde houve manipulação na véspera de pleito. A distribuição rápida de conteúdos fabricados agrava impactos sobre o eleitorado.

“Mesmo com ordens judiciais de retirada, a resposta não alcança o mesmo público impactado pela fraude, comprometendo a lisura do processo eleitoral”, diz o parecer enviado ao TSE.

Versões e perspectivas

O TSE mantém, desde 2024, regras que disciplinam IA, sem mudanças profundas, e abriu consulta pública com audiências a partidos, especialistas, órgãos públicos e entidades civis. A coordenação do processo está com o vice-presidente Kassio Nunes Marques, relator das resoluções.

A previsão é de que o plenário vote as versões finais até 5 de março. O conteúdo considera propostas de multas entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para divulgação de conteúdos falsos ou manipulados com IA, conforme sugerido pela PGE.

Pontos de discordância

Outra divergência envolve o impulsionamento pago por pessoas físicas. A PGE critica a ideia de considerar posts críticos a governos como não configurando propaganda antecipada se não houver disputa direta. Defende que qualquer impulsionamento por indivíduos seja propaganda antecipada, independentemente de menção a candidaturas.

Atualmente, apenas candidatos podem impulsionar propaganda, e a Justiça Eleitoral proíbe uso para ataques e na pré-campanha, mantendo o impulso para a promoção do próprio postulante. O TSE recebeu cerca de 1.400 contribuições durante as audiências e poderá incorporá-las às minutas finais.

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