- A crise no STF envolve suspeitas de ligações entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo pagamentos de R$ 35 milhões ligados à família de Toffoli e um contrato de R$ 129 milhões do escritório de Viviane Barci de Moraes com o banco.
- Os ministros reagiram com críticas a decisões consideradas heterodoxas; Toffoli foi afastado da relatoria do inquérito em reunião secreta, e Moraes enfrentou questionamentos por operações de busca e apreensão sem aviso aos colegas, gerando temores de dossiês.
- O presidente do STF, Edson Fachin, propôs a criação de um código de ética interno, visando normas de conduta mais claras, mas enfrenta resistência de um grupo interno que o taxou de forma irônica de “Frachin”.
- O episódio rearranjou a unidade da corte: de 2019 a 2023 houve frente unida para enfrentar ameaças externas, mas divergências internas voltaram a aparecer após os indicativos de envolvimento em escândalos financeiros e vazamentos.
- A repercussão para a população é de queda na credibilidade do tribunal, com 82% dos brasileiros defendendo a adoção de código de ética para os ministros e cobrando maior transparência.
A crise de desconfiança envolvendo o STF ganhou contornos de tensão interna após denúncias de ligações suspeitas com o Banco Master. Em Brasília, no início de 2026, ministros discutem publicamente mudanças de postura e adotam medidas para a gestão de sigilos.
As investigações apontam possíveis vínculos entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. Em relação a Toffoli, surgiram indícios de pagamentos de cerca de R$ 35 milhões a uma empresa ligada à família dele. Moraes é alvo de questions sobre um contrato de R$ 129 milhões envolvendo o escritório de advocacia da esposa dele.
Ambos negam irregularidades e afirmam atuar dentro da legalidade. A imprensa acompanha o desenrolar das apurações e a resposta da corte aos fatos que chegam ao conhecimento público.
Houve desconforto entre ministros diante de decisões consideradas heterodoxas. Toffoli perdeu a relatoria do inquérito em decisão de uma reunião interna. Moraes também enfrentou críticas por ter autorizado buscas e apreensões contra servidores da Receita sem comunicação prévia aos pares, aumentando temores sobre vazamentos e coleta de dados.
Reação institucional
O presidente do STF, Edson Fachin, sinalizou a criação de um código de ética interno para a Corte, com regras de conduta mais claras. A proposta, porém, encontra resistência de um grupo interno que utiliza a imprensa para questioná-lo, apelidando Fachin de modo pejorativo.
A crise também levou a uma mudança na percepção de união da Corte. Entre 2019 e 2023, ministros mostraram unidade em defesa da instituição. Hoje, diverge-se mais, com suspeitas de envolvimento em escândalos financeiros e receio de novas informações vazadas.
Impacto para a população
A credibilidade do STF é o ponto central do debate público. Pesquisa recente aponta que 82% dos brasileiros defendem a adoção de um código de ética para os ministros. A pressão popular reforça a demanda por transparência e conduta estrita na instância máxima da Justiça.
Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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