- O presidente da Unafisco, Kléber Cabral, foi intimado pela Polícia Federal para depor, nesta sexta-feira, às 15h, por videoconferência, após criticar a operação do STF contra servidores da Receita.
- O depoimento ocorre no âmbito de um inquérito que investiga vazamentos de dados sigilosos de ministros e familiares, chefiado pelo ministro Alexandre de Moraes, que busca identificar o responsável por vazar informações da esposa do magistrado e de seu contrato com o Banco Master.
- A operação realizada pela PF ocorreu na terça-feira, 17, com mandados de busca e apreensão, medidas como tornozeleira eletrônica e afastamentos de funções públicas para servidores da Receita e do Serpro.
- Cabral afirmou, em entrevistas, que o cenário de pressão jurídica cria temor institucional e que é mais arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República; ele também chamou as ordens de Moraes de desproporcionais e intimidatórias.
- A Gazeta do Povo, o SBT News e o STF/PF foram procurados para saber críticas e posicionamentos, mas ainda não houve retorno.
O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Kléber Cabral, foi intimado pela Polícia Federal a depor na sexta-feira, 20, por videoconferência, no âmbito de um inquérito que apura vazamentos de dados sigilosos de ministros e familiares do STF. A investigação é conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, que busca identificar a autoria do vazamento envolvendo informações ligadas à esposa do magistrado, Viviane Barci Moraes, e ao contrato com o Banco Master.
A oitiva havia sido marcada para as 15h e ocorre após a operação policial realizada na terça-feira, 17, quando houve mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que incluem o monitoramento por tornozeleira eletrônica e o afastamento de funções públicas de servidores da Receita e do Serpro. O objetivo, segundo as autoridades, é esclarecer possíveis vazamentos de dados sigilosos.
Cabral vinha defendendo os servidores da Receita em uma série de entrevistas. Em declarações à imprensa, ele disse que o atual cenário de pressão jurídica criou ambiente de temor institucional, sugerindo que fiscalizar determinadas autoridades seria menos arriscado do que atuar contra integrantes de organizações criminosas. Em entrevistas posteriores, o presidente da Unafisco reiterou críticas às ações de Moraes, alegando que as ordens teriam caráter intimidatório.
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