- A Polícia Federal deve entregar nos próximos dias o laudo médico sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro, para decidir se ele precisa cumprir regime de prisão domiciliar.
- A junta médica, com três peritos, está na etapa final; o resultado pode sair ainda nesta semana e embasar a decisão de Alexandre de Moraes.
- Moraes determinou sigilo absoluto sobre a situação de saúde, e o prazo inicial de dez dias foi prorrogado pela PF.
- Familiares e apoiadores, incluindo Michelle Bolsonaro, pressionam pela prisão domiciliar; Moraes ordenou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha.
- Bolsonaro tem sequelas da facada de 2018, apneia do sono e depressão; relatório da Polícia Militar do Distrito Federal aponta rotina de check-ups, caminhadas e fisioterapia na prisão.
A Polícia Federal deve encaminhar nos próximos dias o laudo médico sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para avaliação de eventual regime de domiciliária. A avaliação é necessária para embasar a decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A junta médica da PF está na etapa final de produção do documento. Três médicos peritos analisam elementos médicos recentes e atenderam Bolsonaro no último dia 20. O laudo deverá responder às perguntas da defesa sobre a saúde dele.
A PF mantém sigilo sobre o estado de saúde do ex-presidente. Moraes havia determinado, em 15 de janeiro, que a perícia fosse concluída em dez dias, prazo que acabou sendo estendido pela necessidade de acesso a documentos médicos.
Estado de saúde e procedimentos
Documentos sobre cirurgias recentes de Bolsonaro e atendimento hospitalar após uma queda na carceragem da PF em Brasília são objeto de análise. A equipe já teve acesso à documentação completa e trabalha na minuta do laudo técnico.
Relatórios compilados indicam que Bolsonaro recebeu atendimento médico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, com check-ups diários, caminhadas supervisionadas e fisioterapia na prisão. Não há registro de episódios graves no documento da PM/DF.
Campanha pela domiciliar e condições de cárcere
Familiares e apoiadores têm feito campanhas pela prisão domiciliar. Michelle Bolsonaro se reuniu com Moraes e o ministro Gilmar Mendes para pleitear a medida, o que impulsionou a discussão sobre o regime. Enquanto isso, Bolsonaro permanece na Papudinha, com cela de 64 m².
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