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Obras públicas paradas, desafio que poucos governos resolvem

Eleva o custo público e o risco social: 11.469 obras paradas no Brasil denunciam falhas de planejamento, gestão e fiscalização

Viaduto inacabado na Região Metropolitana de Curitiba: obra iniciada em 1998 não ligar nada à coisa alguma. Governo paranaense irá concluir projeto.
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  • O Tribunal de Contas da União aponta 11.469 obras públicas paradas no Brasil, levantamento atualizado semestralmente.
  • As causas incluem baixa qualidade técnica de estudos e projetos, contratos mal redigidos, orçamentos inadequados, falhas de coordenação e suspensões por órgãos de controle.
  • Um viaduto no Contorno Leste da Região Metropolitana de Curitiba é citado como símbolo de desperdício: iniciou em 1998, ficou sem conclusão e ganhou o apelido “viaduto inútil”; a restauração depende de documentos do extinto Departamento Nacional de Estradas e Rodagem.
  • A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) conseguiu concluir obras paralisadas no estado após iniciar um novo ciclo de gestão em 2019, incluindo intervenções programadas para a Copa do Mundo de 2014.
  • O texto enfatiza que planejar bem, ter estudo técnico robusto, edital claro, fiscalização independente e orçamento estável são passos essenciais para reduzir obras paradas e evitar fraudes ou problemas entre público e privado.

A paralisação de obras públicas no Brasil segue como desafio estrutural. Levantamento do TCU mostra 11.469 obras paradas, dados atualizados semestralmente, revelando entraves em planejamento, contratação e execução.

No Paraná, a Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep) reverteu um quadro de obras paradas em 2019, incluindo intervenções para a Copa de 2014. Trincheiras, corredores de transporte e pontes foram retomados e entregues com impacto positivo em cidades.

Viaduto do Contorno Leste, em São José dos Pinhais, é exemplo citado pela Amep como símbolo de ineficiência. Iniciado em 1998, não foi concluído; sem alças e sem ligação útil, a obra ficou conhecida como “viaduto inútil”.

Contexto e desafio

A Amep afirma que o maior obstáculo envolve falha de planejamento técnico, orçamentos inadequados e contratos mal redigidos, além de suspensões por órgãos de controle. A conclusão de projetos depende de prazo técnico claro e fiscalização independente.

A autarquia também aponta que problemas podem ocorrer do lado privado. Empresas podem apresentar documentação, mas faltar condições técnicas, financeiras ou éticas para entregar obras, aumentando riscos de desperdício e irregularidades.

Caminhos sugeridos

Especialistas defendem planejamento robusto desde o início, com estudos técnicos bem elaborados, termos de referência precisos e editais com regras claras. Acompanhamento e orçamento previsível são considerados essenciais para evitar paradas.

Gilson Santos, presidente da Amep, ressalta a necessidade de responsabilidade compartilhada entre gestores públicos e privados para que obras avancem até a entrega, evitando custos adicionais e impactos sociais.

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