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Rolo indiano de 37 pés exibido pela primeira vez no Yale Center for British Art

Após dois anos de conservação, o Lucknow scroll, com 37ft-long, é exibido publicamente pela primeira vez no Yale Center for British Art, em New Haven, com exibição por partes

One of the 33 sheets that make up the Lucknow scroll depicts a pink palace
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  • Após dois anos de conservação, um rolo de Lucknow, com 37 pés de comprimento, está em exibição pública pela primeira vez no Yale Center for British Art, em New Haven, Connecticut.
  • A peça, criada entre 1821 e 1826, tem 33 folhas unidas em papel e usa aquarela, guache e ouro para mostrar Lucknow, na Índia, vista do outro lado do rio Gomti.
  • Integrando a exposição Painters, Ports and Profits: Artists and the East India Company, 1750-1850, o rolo ficará parcialmente exposto, sendo desenrolado ao longo do evento para reduzir a exposição à luz.
  • Os curadores destacam que o rolo pode ter sido feito para ou em honra de um governante, possivelmente encomendado por uma mulher de sua comitiva, mas o patrono e os artistas são desconhecidos.
  • A conservação revelou, entre outros achados, uma marca d’água de James Whatman, ajudando a situar a peça no contexto de redes comerciais da época.

Um artefato de 37 pés de comprimento, do início do século XIX, entra em exibição pública pela primeira vez no Yale Center for British Art (YCBA), em New Haven, Connecticut. O objeto, conhecido como Lucknow scroll, foi apresentado após dois anos de conservação. A mostra integra a exposição Painters, Ports and Profits: Artists and the East India Company, 1750-1850, em cartaz até 21 de junho. Devido ao tamanho e à fragilidade, o scroll será exibido por partes, com a lona sendo desenrolada ao longo da mostra para evitar danos causados pela luminosidade excessiva.

O Lucknow scroll consiste em 33 folhas unidas, produzidas entre 1821 e 1826, pintadas a aquarela, guache e ouro sobre papel feito à mão. Ele oferece uma visão ampla de Lucknow, no norte da Índia, observada a partir da margem do rio Gomti. Os curadores apontam que a peça pode abrir caminho para debates sobre império, comércio e troca artística, ao apresentar uma paisagem urbana com palácios, mesquitas, armazéns e edificações vernaculares.

Conservação e significado histórico

A obra, de autoria desconhecida, pode ter sido encomendação por uma elite local ou por alguém próximo à corte, conforme inscrições presentes no material. Ao longo dos anos, partes do pigmento apresentaram instabilidade e o suporte revelou fragilidades estruturais. A intervenção de conservação no YCBA incluiu estabilização para evitar novas perdas e a planificação do objeto para possibilitar o desenrolamento seguro durante a exposição.

Entre as descobertas realizadas durante o tratamento, ficou evidente o uso de várias camadas presentes na construção do scroll, que combinam papel, forro adicional e um backing têxtil. Essa complexidade explica tanto a proteção histórica quanto as distortões que impediam o objeto de ficar plano. Um achado importante foi a identificação de uma marca d’água de papel da manufatura britânica Whatman, datando o scroll com maior precisão dentro das redes de comércio da época.

O projeto expositivo busca situar o Lucknow scroll dentro de uma narrativa mais ampla sobre a relação entre artistas, mercadores e centros de poder durante o período em que a Companhia Britânica das Índias Orientais atuou entre meados do século XVIII e início do XIX. A mostra enfatiza, por meio da peça, como as paisagens urbanas indianas eram retratadas para públicos estrangeiros, bem como a circulação de objetos artísticos entre a Índia e a Britain.

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