- A artista Cat Graffam recria a pintura Jael e Sisera, de Artemisia Gentileschi, de 1620, usando o Kid Pix Studio Deluxe (1998) em cinco dias e com 112 cores.
- A obra integra a série da artista que transforma grandes pinturas em reproduções feitas com ferramentas improváveis, conectando barroco e tecnologia retrô.
- A reprodução enfatiza a violência presente na tela e a história de Gentileschi, ligando a obra a temas de catarsis e resistência da artista.
- Graffam diz que o Kid Pix Studio é nostálgico e importante para ela, contribuindo para o seu envolvimento com tecnologia e arte.
- O processo exigiu adaptar hardware antigo para capturar o novo trabalho digital, mantendo fidelidade ao estilo da obra.
Cat Graffam criou uma reprodução digital da obra Jael e Sisera, de Artemisia Gentileschi, usando o Kid Pix Studio Deluxe, software dos anos 1990 conhecido por efeitos sonoros cômicos. A peça levou cinco dias para ficar pronta, com apenas 112 cores disponíveis.
Graffam aposta em séries que reimaginam obras famosas com ferramentas inusitadas. Em vez de pincéis tradicionais, a artista usa recursos digitais para destacar temas históricos, como a violência vivida por Gentileschi após um ataque sexual no século XVII.
Ao reconstituir Jael e Sisera, Graffam comenta a importância da pintura para a artista. A obra é associada a uma catharsis pela violência vivida pela pintora e à relação entre tecnologia e arte, segundo a própria artista.
Sobre a obra e a artista
A atividade busca enfatizar o papel de Gentileschi na história da arte, destacando a dimensão histórica e de empoderamento presente na obra. A reprodução funciona como reflexão sobre a intervenção tecnológica na preservação de legados artísticos.
A iniciativa encontra paralelos com outras releituras de obras famosas em formatos pouco convencionais, que já foram apresentadas pela artista em séries anteriores. O projeto reforça o diálogo entre técnicas antigas e modernas.
Contexto histórico e tecnológico
A reprodução ocorre em contexto de discussões sobre restaurações e a preservação de obras do período barroco. Gentileschi enfrentou abusos e perseguição, temas que aparecem como pano de fundo na leitura da obra Jael e Sisera.
A escolha de um software de infância como guia visual cria uma ponte entre memória tecnológica de quem cresceu nesses ambientes e a riqueza estética de Gentileschi, mantendo a fidelidade factual da obra original.
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