- Dois retratos chamados Old Man with a Gold Chain, de início de 1630, foram reunidos pelo Art Institute of Chicago: o que está no museu é aceito como Rembrandt; o outro, em lona, era visto como cópia de seu ateliê.
- O especialista Gary Schwartz sustenta que ambos são de Rembrandt, apontando qualidade da pincelada e prática comum de artistas da época criarem réplicas de suas próprias obras.
- A obra do Chicago foi pintada em painel e considerada a versão undisputed; a outra, de Sir Francis Newman, permanece no estado de empréstimo e é classificada como cópia do ateliê.
- Estudos com raios X e irradiação infravermelha mostraram traços no traje do homem que indicariam alterações e ajustes, ausentes na peça de Newman, o que sustenta a hipótese de autoria direta do mestre.
- A obra de Newman foi comprada pelo bisavô dele em mil oitocentos noventa e oito, de uma galeria em Londres; quando surgiu a outra versão em mil novecentos doze, foi vista como reprodução por Wilhelm Bode, embora Schwartz questione essa conclusão.
Um retrato da coleção britânica, anteriormente considerado uma cópia de um quadro de Rembrandt, foi reclassificado por um especialista como obra do próprio mestre holandês. A peça, intitulada O Velho com a Corrente de Ouro, data do início dos anos 1630 e retrata um homem idoso usando corrente e chapéu com pluma.
Pela primeira vez em quase quatro séculos, o retrato britânico foi reunido ao lado da versão indiscutível, no Art Institute of Chicago, que foi pintada em painel. A obra de Chicago está em exibição, enquanto a versão de Londres permanece sob empréstimo.
Investigação e evidências técnicas
O especialista Gary Schwartz argumenta que as duas imagens são assinadas pelo mesmo pintor. Análises com raios X e infravermelho mostraram retoques no figurino da versão de Chicago que não aparecem na tela de Londres, sugerindo um reforço de detalhes feito pelo próprio Rembrandt ou sua oficina.
A outra tela, menor e em canvas, foi adquirida pelo bisavô de Sir Francis Newman em 1898, como Rembrandt. Na época, críticos duros consideraram o quadro uma reprodução engenhosa, mas estudos recentes apontam semelhanças de técnica que apoiam a autoria do mestre.
Histórico e contexto
Newman comprou a tela londrina em 1898 por meio da galeria Agnews, em Londres, acreditando tratar-se de uma obra original. Em 1912, uma avaliação jesaita a esse respeito seria contestada por especialistas da época, que chamaram de reprodução com assinatura de oficina.
A equipe do Art Institute of Chicago revisou as evidências com técnicas modernas e concluiu que as diferenças entre as duas obras indicam uma reprodução dentro da oficina, ainda que a autenticidade global permaneça debatida entre estudiosos. A instituição destacou a continuidade do diálogo sobre autoria.
Impacto para o acervo e futuras pesquisas
Se a versão londrina for reconhecida como original de Rembrandt, ela poderá integrar museu com a mesma importância da peça de Chicago. O proprietário de Londres, Sir Francis Newman, afirmou apreciar o mistério da obra, mantendo-a como parte da coleção em exibição.
Schwartz relembra que a prática de réplicas era comum no século XVII, o que reforça a necessidade de avaliação contínua. Novos estudos podem ampliar a compreensão sobre como Rembrandt produzia e supervisionava cópias de suas próprias obras.
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