- Uma cópia de Old Man with a Gold Chain, de 1631, que fica ao lado do original no Art Institute of Chicago, é defendida pelo historiador Gary Schwartz como autógrafa de Rembrandt, não apenas trabalho de sua oficina.
- O original integra a coleção desde 1922 e a cópia, que é de tela, está emprestada da Sir Francis Newman Collection, com exibição em Chicago até 17 de maio.
- O rótulo da exposição cita “Double Dutch: A Rembrandt and a Workshop Copy” e indica que não há consenso sobre quem fez a cópia.
- A possível autoria autógrafa será apresentada também na gemäldegalerie Alte Meister, em Kassel, como parte da programação de Rembrandt 1632: Creation of a Brand, no verão.
- Schwatz questiona a visão tradicional de que Rembrandt não produzia cópias autênticas, destacando o debate histórico sobre cópias e réplicas na obra do mestre.
A pintura Old Man with a Gold Chain, de Rembrandt, tem agora ao lado do original de 1631 uma cópia que, segundo o historiador Gary Schwartz, foi executada pelo próprio mestre, não por seus aprendizes. A obra original integra o acervo do Art Institute of Chicago (AIC) desde 1922.
A cópia, menor e pintada em tela, está no AIC em regime de empréstimo da Sir Francis Newman Collection (Reino Unido). A curadoria indica que não há consenso definitivo sobre quem a realizou, abrindo espaço para estudo e debate entre especialistas.
O empréstimo acompanha a exibição do conjunto, até 17 de maio. Posteriormente, a obra será transferida para Kassel, na Alemanha, para a exposição Rembrandt 1632: Creation of a Brand, na Gemäldegalerie Alte Meister.
O debate sobre autoria não é novo no mundo de Rembrandt. A Rembrandt Research Project (RRP) já reavaliou diversas obras ao longo de décadas, promovendo mudanças de atribuição conforme novas tecnologias e métodos de análise.
Justus Lange, diretor interino da Gemäldegalerie Alte Meister, afirma que a exposição Rembrandt 1632 incluirá a possível réplica autógrafa para explorar o tema de cópias na produção de Rembrandt e de seus seguidores.
Schwartz visitou Chicago em dezembro e apresentou resultados a historiadores e curadores locais, visando ampliar a discussão sobre réplicas autógrafas e o papel do mestre na produção de cópias.
Além disso, o Rijksmuseum, em Amsterdã, autenticou recentemente Vision of Zacharias in the Temple (1633), com base em nova evidência tecnológica, somando-se a cerca de 350 obras de Rembrandt já reconhecidas.
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