- Michaelina Wautier, artista barroca esquecida, teve obras redescobertas desde 1993, iniciando uma série de achados e reavaliações sobre sua produção.
- A exposição no Royal Academy of Arts, em Londres, reúne cerca de vinte e cinco trabalhos da pintora, incluindo The Triumph of Bacchus e Five Senses.
- The Triumph of Bacchus, de cerca de 1655–1659, já foi creditado a diversos autores ao longo do tempo e hoje integra a mostra em empréstimo do Kunsthistorisches Museum.
- Five Senses, conjunto de quatorze pinturas de 1650, foi redescoberto após aparecer apenas em ilustração em catálogo de leilão de 1975.
- A mostra acontece de vinte e sete de março a vinte e um de junho, apresentando uma visão ampliada do legado de Wautier e a possibilidade de novas descobertas futuras.
Michaelina Wautier, pintora do Barroco quase esquecido, volta a ganhar espaço no circuito museológico. Obras atribuídas a homens foram reatribuídas ou ocultadas, e agora ganham nova leitura em Londres.
A exposição reúne cerca de 25 trabalhos da artista, entre eles o tríptico The Triumph of Bacchus e a recente redescoberta The Five Senses. A curadoria aponta a trajetória interrompida de Wautier e a recuperação de seu legado.
A ideia de que Wautier atuou apenas nos retratos não procede; ela explorou gêneros como natureza-morta, pintura histórica e cenas de gênero. Suas obras exibem técnica apurada e uma assinatura pictórica marcante.
A descoberta começou em 1993, quando uma obra com temática bacanal chamou a atenção de uma especialista. Esse encontro desencadeou buscas que revelaram mais trabalhos e contribuíram para uma reconstituição da sua obra.
A mostra no Royal Academy of Arts acontece em Londres de 27 de março a 21 de junho. A organização destaca o esforço de contextualizar a vida de Wautier, ainda pouco documentada, e de apresentar sua importância no Barroco europeu.
Exposição na Royal Academy
Julien Domercq, curador do RA, destaca que a redescoberta ocorre nas últimas décadas e que novas obras devem continuar surgindo. A história de Wautier é marcada pela dispersão de seus trabalhos ao longo dos séculos.
Entre as peças em exibição, The Triumph of Bacchus já foi alvo de debates sobre autoria e origem. A obra pertence ao Kunsthistorisches Museum, que também participa da mostra com empréstimos e acervo relacionado.
A curadoria também aponta estudos sobre as técnicas da artista, como a paleta restrita de pigmentos em The Five Senses. Observa-se uso de ilusões ópticas para criar tons que parecem diferentes da pigmentação real.
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