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AGO identifica pintor e retratada de retrato de mulher negra do século XVIII

Retrato de Eleonora Susette, escravizada de Berbice, é identificado como obra de Jeremias Schultz, revelando trajetórias transatlânticas e atualização na AGO

Jeremias Schultz. Portrait of Eleonora Susette, 1775. Oil on canvas. Overall: 80cm by 56.2cm. Art Gallery of Ontario. Purchase, with funds from the European Curatorial Committee, 2020. Photo © AGO
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  • A obra foi identificada como retrato de Eleonora Susette (nascida aproximadamente em 1756 na Berbice, antiga colônia holandesa no que é hoje a Guiana) e do pintor Jeremias Schultz (1722–1800).
  • Susette era escravizada e trabalhava para os governadores da colônia; o retrato mostra-a elegante, com joias e segurando uma flor de laranqueira, antes chamado “Retrato de uma dama segurando uma flor de laranjeira”.
  • O quadro recebeu o título retificado para “Retrato de Eleonora Susette” (1775 e atualmente em exibição na Galeria de Arte de Ontário).
  • A identificação foi possível após relacionar a assinatura parcial no quadro com outra obra de Schultz, que retrata um homem colorido com casaco verde; pesquisas foram feitas por Adam Harris Levine e Monique Johnson.
  • O AGO mantém a pesquisa em andamento para reconstruir a trajetória transatlântica de Susette; a obra está exposta no salão 123, com a nova atribuição e título.

O que aconteceu: a Painting da Art Gallery of Ontario foi identificada como retrato de Eleonora Susette, uma mulher negra enslavizada no período colonial holandês. A obra, anteriormente conhecida como Portrait of a Lady Holding an Orange Blossom, recebeu o título e a atribuição atualizados. O retratista é Jeremias Schultz, nascido em Berlim (1722-1800), segundo o estudo conduzido pela AGO.

Quem está envolvido: a equipe curatorial da AGO, especialmente o gerente associado de arte europeia, Adam Harris Levine, e a ex-diretora associada interina de arte europeia, Monique Johnson, lideraram a reconstituição da trajetória. Uma rede de familiares na Holanda revelou a ligação entre Schultz e Susette, facilitando a confirmação.

Quando e onde: a descoberta envolve eventos ocorridos na década de 1770 em Amsterdã, com deslocamentos transatlânticos entre Berbice, atual Guiana, e a cidade holandesa. Susette nasceu perto de 1756 em Berbice, então colônia holandesa. A peça está hoje em exibição no AGO, em Toronto.

Por quê: a identificação oferece contexto histórico sobre uma mulher negra enslavizada que viajava entre Amsterdã e Berbice, revelando redes de parentesco e atividades de retratistas na era colonial. A pesquisa buscou compreender quem eram as pessoas retratadas e quem as pintou, ampliando a compreensão da circulação artística e de vidas entrelaçadas no Atlântico.

Progresso da investigação e nova leitura da obra

Durante quase um ano, a equipe examinou uma assinatura parcial na pintura, perto de “J.Schul…fec”. A descoberta de um retrato semelhante, porém de um homem de cor em traje refinado, ajudou a confirmar a autoria. A peça do homem com jaqueta verde permaneceu em coleção privada, mas serviu como referência.

A revelação ocorreu após uma mensagem recebida de uma família nos Países Baixos, ligada ao artista. O relato descreveu Beata Louise Schultz, prima de Jeremias Schultz, que retornou a Amsterdã com dois cativos, incluindo Susette. Essas informações permitiram cruzar dados e confirmar a identificação.

Exposição e próximos passos

O retrato de Susette recebeu o novo título e a devida atribuição. A obra permanece disponível na galeria 123, ao nível térreo do AGO, para visitação. A curadoria indica que a história de Susette ainda está em construção, com novas peças do quebra-cabeça a serem reveladas conforme avanços da pesquisa.

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