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Exposição de Rafael no Met vai além das Madonnas idealizadas

Museu Metropolitano de Arte amplia leitura de Rafael ao contexto social e histórico de maternidade e mortalidade infantil

The Ecstasy of Saint Cecilia (around 1515-16)
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  • A exposição Raphael: Sublime Poetry no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, é a primeira mostra abrangente nos EUA sobre Rafael, reunindo 237 obras (33 pinturas e 142 desenhos) que vão da sua origem em Urbino ao auge em Roma papal.
  • A curadora Carmen C. Bambach propõe ampliar o contexto ao abordar maternidade e mortalidade infantil, apresentando objetos e imagens que revelam a dor do parto antes de as Madonnas se destacarem.
  • Em empréstimos de alto valor, destacam‑se The Alba Madonna, do National Gallery of Art; o Portrait of Baldassare Castiglione, do Louvre; e estudos em giz-coleção de vários museus europeus.
  • Além de pinturas, a mostra inclui desenhos e estudos que exigiram coordenação entre instituições, mantendo a edição concentrada no Met para viabilizar o investimento financeiro.
  • Pesquisas recentes possibilitaram a reatribuição de o Modello Drawing for the Altarpiece of the Ecstasy of Saint Cecilia a Rafael, e o conjunto inclui The Ecstasy of Saint Cecilia (around 1515-16) na exibição.

A exposição Raphael: Sublime Poetry chega ao Metropolitan Museum of Art em Nova York trazendo uma visão ampliada do artista. O museu apresenta um panorama social e histórico de maternidade e mortalidade infantil que acompanha a obra de Raphael (1483-1520). A mostra reúne pinturas e desenhos ao longo de toda a sua carreira.

A curadora Carmen C. Bambach afirma que a apresentação evita a visão idealizada das Madonas. O objetivo é situar Raphael no contexto da corte de Urbino e da Roma Papal, mostrando a evolução intelectual do artista com obras de diversas coleções internacionais. A curadoria representa um esforço para reavaliar o legado do pintor.

A produção incluiu viagens de pesquisa e uma forte rede de empréstimos. A National Gallery of Art, o Louvre, a Gallerie degli Uffizi, a Albertina, o Ashmolean e o Rijksmuseum colaboram com obras-chave, além de coleções de Chatsworth e do Bargello. O conjunto soma 237 itens, entre 33 pinturas e 142 desenhos.

Curadoria e objetivos

Bambach relata que a obtenção dos empréstimos exigiu insistência, sem aceitar negativas. A equipe também apresentou um acervo de objetos que contextualizam a mãe e o nascimento. Dentre as peças está o Modello Drawing para The Ecstasy of Saint Cecilia, reatribuído a Raphael.

Desde 2018, após a decisão do diretor Max Hollein, a instituição consolidou o projeto como exposição exclusiva do Met, com abrangência ampla de obras e estudos. O objetivo é mostrar a formação de Raphael e sua relação com o cenário renascentista, até o apogeu em Roma.

Obras, restaurações e desdobramentos

Entre as ações de conservação, destaca-se a restauração de desenhos em papel, incluindo a remoção de manchas em uma composição com o nascimento de Jesus. O material examinado em Paris e outras cidades reforça a reavaliação de autorias em algumas peças, fortalecendo a narrativa histórica da mostra.

O comitê curatorial também enfatiza a logística de montagem, já que as obras são provenientes de museus ao redor do mundo. A curadoria, que envolve viagens extensivas, busca assegurar que o público receba uma leitura integrada da trajetória de Raphael. A mostra fica em cartaz de 29 de março a 28 de junho.

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