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Paris exibe o desfecho deslumbrante de Matisse em exposição

Exposição em Paris reúne mais de trezentas obras de Matisse, destacando a última fase, marcada por superação após internação e o auge da experimentação com recortes

Henri Matisse’s Intérieur rouge, nature morte sur table bleue (1947) from the Grand Palais show
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  • Exposição “Matisse 1941-54” fica no Grand Palais, em Paris, organizada pelo Centre Pompidou, com mais de trêscentas obras da fase final da vida do artista.
  • Destaques incluem maquetes e gravuras para Jazz, desenhos da sequência Themes and Variations e as últimas pinturas, além de trabalhos em recortes e os projetos para a Chapelle du Rosaire em Vence.
  • A mostra enfatiza aquilo que a curadora Claudine Grammont descreve como a última etapa criativa de Matisse, marcada por adversidade física e pela busca de liberdade após a guerra.
  • A exposição fica aberta de 24 de março a 26 de julho.
  • Grammont lidera a curadoria com o objetivo de retratar mais amplamente essa fase, considerada pouco conhecida em Paris e ligada à história do museu e da coleção nacional.

Henri Matisse estará novamente em foco com a exposição Matisse 1941-1954 no Grand Palais, em Paris. A mostra reúne mais de 300 obras produzidas nos últimos 13 anos do artista, incluindo as famosas obras recortadas a partir de papiroflexia. A retrospectiva é organizada pelo Centre Pompidou.

O conjunto apresenta maquetes, gravuras em pochoir para Jazz (1943-47) e desenhos de temas variados, além de pinturas finais e estudos para a Capela do Rosaire em Vence, concluída em 1951. A curadoria busca oferecer uma visão completa dessa fase tardia da produção de Matisse e sua relação com a história do museu francês.

A curadora Claudine Grammont explica que a última etapa criativa de Matisse é pouco conhecida em Paris, e a mostra pretende corrigir esse entendimento. O período ocorre logo após a Segunda Guerra, quando o artista passou por mudanças físicas e emocionais que influenciaram seu trabalho.

A exposição também ressalta o espaço de trabalho do artista em Nice, onde as formas coloridas criaram ilhas de composição que se espalhavam pelas paredes e piso. Gramont destaca a importância de essa instalação imersiva permitir ao público perceber o colorido e a sensação de facilidade aparente das obras.

Entre as obras em destaque estão os recortes que formaram composições extensas, como The Parakeet and the Mermaid (1952), criadas durante longos períodos de repouso. A mostra quer transportar o visitante para o ambiente de estúdio de Matisse, considerado parte essencial da criação.

A curadora ressalta ainda que a produção tardia de Matisse envolve uma relação estreita entre método, dificuldade e domínio do colorido, contrapor a ideia de que sua prática fosse simples ou despojada. O texto de apoio da exposição enfatiza a importância do estudo sobre o fim da carreira do artista.

Paralelamente, a instituição destaca outras mostras sobre Matisse em cidades como Baltimore, Nova York e Chicago, com foco em diferentes aspectos de sua obra e de sua relação com o Jazz, a cor e o desenho.

Conteúdo relacionado: a mostra Matisse 1941-54 permanece aberta de 24 de março a 26 de julho, no Grand Palais, Paris. A curadoria reuniu materiais que ajudam a entender a década final do artista e seu papel na memória cultural francesa.

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