- Exposição em Dulwich Picture Gallery, em Londres, é a primeira no Reino Unido dedicada ao pintor modernista estoniano Konrad Mägi (1878-1925) e abre neste mês.
- A mostra reúne mais de sessenta obras, muitas nunca vistas fora da Estônia, com empréstimos de museus e coleções estonianas.
- Mägi é reconhecido pela combinação de cores intensas, padrões e texturas, resultados de um estilo experimental que dialoga com o pontilhismo e o cubismo.
- A curadora Kathleen Soriano aponta que a exposição ajuda a revisar o cânone da história da arte ocidental, abrindo espaço para artistas antes considerados à margem.
- A mostra apresenta a trajetória do artista de forma cronológica e temática, destacando paisagens de Saaremaa e Vilsandi, bem como retratos como Young Rom e Portrait of a Lady.
A primeira exposição no Reino Unido dedicada ao pintor moderno Konrad Mägi (1878-1925) chega à Dulwich Picture Gallery, em Londres, entre 24 de março e 12 de julho. Peças reunidas com foco nos seus cenários, cores vibrantes e texturas destacam uma linguagem que ultrapassa os movimentos pointilliste e cubista. A mostra reúne mais de 60 obras, muitas nunca exibidas fora da Estônia, obtidas por empréstimo de museus nacionais e coleções privadas.
Curada por Kathleen Soriano, a exposição propõe uma leitura cronológica e temática da trajetória de Mägi, que viajou entre Oslo, Paris e áreas da costa balticamente, além de retornar à Estônia. A curadora ressalta que Mägi absorveu estilos globais, mas os transformou em uma linguagem própria, marcada pelo colorido e pela experimentação.
Conjunto de obras e curadoria
A mostra começa pela passagem do artista pela Noruega, onde passou a pintar com maior intensidade e realizou sua primeira exposição. O loan coletivo envolve o Art Museum of Estonia, o Tartu Art Museum, o Museum of Viljandi e coleções privadas, entre outros.
Trajetória artística e referências
Mägi também produziu retratos, como Young Rom (1915) e Portrait of a Lady (1916-17), influenciados por Manet e Munch. No conjunto, a ênfase recai sobre suas paisagens, que evocam o espírito de Sohlberg, Astrup e, por vezes, traços de Hilma af Klint.
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