- Um quadro de Salvador Dalí, Necrophiliac Spring (1936), que nunca havia sido exibido no Reino Unido, será mostrado na exposição Schiaparelli: Fashion Becomes Art, no Victoria and Albert Museum (V&A) em Londres, de 28 de março a 1 de novembro.
- A obra foi propriedade de Elsa Schiaparelli e inspirou a Tears Dress, criada em 1938, famosa por suas fendas ilusórias e forro rosado.
- A curadoria do V&A também revelou uma foto de Mark Shaw, publicada na Life em novembro de 1953, que mostra a pintura em casa de Schiaparelli em Paris.
- Necrophiliac Spring retrata uma figura com cabeça de flor e um pescador em uma praia possivelmente na Costa Brava; a obra foi vendida pela Sotheby’s em Nova York em 2012 por 16,3 milhões de dollars e está emprestada por uma coleção privada.
- A mostra enfatiza a relação de Schiaparelli com artistas como Dalí, Cocteau, Giacometti e Fini, destacando como a moda da designer dialogava com movimentos artísticos modernos.
A obra Necrophiliac Spring, de Salvador Dalí, será exibida pela primeira vez no Reino Unido. O quadro, de 1936, pertenceu a Elsa Schiaparelli e inspira a peça Tears Dress, criada em parceria com Dalí na década de 1930. A mostra dedica-se à relação entre a estilista italiana e artistas modernos.
A exposição Schiaparelli: Fashion Becomes Art ocorre no Victoria and Albert Museum (V&A), em Londres, entre 28 de março e 1º de novembro. A obra fica emprestada de uma coleção particular para o espaço londrino.
Necrophiliac Spring retrata uma figura com cabeça de flor e um pescador em uma praia, próxima a Rosas, na Costa Brava. O desenho já foi exibido pela primeira vez em Nova York, em 1936, e esteve, pela última vez, no Basel, em 2011.
O Tears Dress, que também integra a mostra, traz impressão trompe l’oeil de rasgos na viseira, recortados e forrados em rosa e magenta. A peça foi concebida com a colaboração de Dalí e faz parte da coleção do V&A.
Segundo a curadora Rosalind McKever, a curadoria revela a relação entre Schiaparelli e artistas como Dalí, Cocteau e Giacometti. A mostra reúne mais de 400 itens entre roupas, acessórios, pinturas e fotografias.
A iniciativa destaca a influência de movimentos modernistas na moda de Schiaparelli, que manteve vínculos estreitos com o surrealismo. O museu reforça que a parceria com artistas ampliou o repertório visual da designer ao longo de sua carreira.
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