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IA questiona Van Eyck em museus italianos e norte-americanos

Análises com IA indicam que as duas pinturas atribuídas a Van Eyck podem ser da oficina, questionando autoria e autenticidade

Saint Francis of Assisi Receiving the Stigmata, on display in the Philadelphia Museum of Art. A near-identical painting is in the Royal Museums of Turin.
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  • Análise com inteligência artificial questiona se as duas versões de “São Francisco de Assis recebendo a stigmate” são de Jan van Eyck, uma nas mãos do Philadelphia Museum of Art e outra nas do Royal Museums of Turin.
  • A empresa Art Recognition, em parceria com Tilburg University, não conseguiu detectar traços de pincel de Van Eyck em ambas as obras.
  • Os resultados indicaram que a versão de Filadélfia é “91% negativa” e a de Turim é “86% negativa” quanto à autenticidade.
  • Especialistas sugerem que as telas podem ser obras da oficina do artista, não necessariamente dele, o que aumentaria o interesse por um possível original perdido.
  • Observadores ressaltam que análises similares já levantaram dúvidas em outras obras de Van Eyck, incluindo um retrato famoso na National Gallery.

O que aconteceu: testes com inteligência artificial questionaram se duas pinturas atribuídas a Jan van Eyck são genuínas. As obras, Saint Francis of Assisi Receiving the Stigmata, estão em exibição. Um estudo desenvolvido pela Art Recognition, em parceria com Tilburg University, indicou resultados negativos para ambas.

Quem está envolvido: a análise envolveu a empresa suíça Art Recognition, o suporte de Tilburg University, e especialistas da comunidade acadêmica liderados por Till-Holger Borchert, renomado estudioso de Van Eyck. Dr. Carina Popovici dirige a empresa de pesquisa.

Quando e onde: as duas versões da pintura permanecem em museus. Uma está no Philadelphia Museum of Art, nos Estados Unidos, a outra, idêntica, no Royal Museums of Turin, na Itália. A avaliação recente não especifica datas de atuação, apenas o andamento do estudo.

Por que é relevante: a conclusão aponta que as obras podem ser produções do ateliê de Van Eyck, não necessariamente pintadas pelo mestre. Os resultados questionam a autenticidade de ambas as versões e alimentam debates sobre originalidade e autoria no período.

Como a análise foi conduzida: o estudo empregou algoritmos de IA para detectar traços característicos da pincelada de Van Eyck. Os percentuais de negatividade foram de 91% para a peça de Filadélfia e 86% para Turim, em relação à assinatura do pintor.

Impacto entre especialistas: Borchert afirmou que os resultados sustentam hipóteses anteriores de que as obras são produções de estúdio, não pinturas originais do artista. O estudo do tema levanta novas perguntas sobre o que seria um Van Eyck autêntico.

Opiniões divergentes: a diretora-executiva da Art Recognition observou que percentuais elevados de negação são notáveis e exigem confirmação por testes adicionais. Em contraste, análises anteriores de outras obras do pintor costumam apontar maior probabilidade de autenticidade.

Contexto técnico e histórico: a discussão ocorre em meio a debates sobre o estado de conservação, restaurações e alterações ao longo do tempo, fatores que podem influenciar análises baseadas em IA. A autenticidade de obras associadas a Van Eyck permanece tema de estudo contínuo.

Informação adicional: especialistas destacam que, mesmo quando a pintura é de um ateliê, isso não necessariamente implica que o pintor tenha executado todas as partes da obra. A National Gallery de Londres prepara uma exposição de retratos de Van Eyck, com atenção aos debates sobre autoria.

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