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Gustav Klimt: guia de compras para colecionadores

Preço recorde de Klimt revela escassez de obras-primas e reforça o privilégio de colecionadores, com consequências para transações privadas e restituições

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Bildnis Elisabeth Lederer (1914-16) sold at Sotheby’s in November for $236.4m (with fees)
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  • Bildnis Elisabeth Lederer (1914-16) foi vendida na Sotheby’s, em Nova York, por US$ 236,4 milhões com taxas, no leilão da coleção Leonard Lauder.
  • Especialistas afirmam que é a última grande pintura em formato integral de Klimt, reforçando o perfil de “trophy pictures” no mercado.
  • O preço reflete um segmento muito restrito de compradores, com poucos colecionadores capazes de sustentar esse nível de negociação.
  • A obra vem de uma trajetória longa de propriedade, ligada aos Lederer, restituições após a Segunda Guerra Mundial, passagem pela Serge Sabarsky Gallery e venda a Lauder; outras peças do acervo Lederer foram queimadas no incêndio de Schloss Immendorf.
  • O mercado de Klimt também tem atuação forte de negociações privadas e recordes em leilões, com obras-chave, como Adele Bloch-Bauer I, envolvidas em transações privadas de alto valor.

Gustav Klimt voltou a ocupar o noticiário de arte com o vértice de preços atingido por uma de suas obras. O retrato Bildnis Elisabeth Lederer, de 1914-16, foi vendido na Sotheby’s, em Nova York, em novembro, pela coleção de Leonard Lauder. O lance total, com taxas, alcançou 236,4 milhões de dólares.

A venda é vista por especialistas como reflexo do ciclo atual do mercado de Klimt, especialmente de pinturas de grande formato. Segundo Richard Nagy, vendedor e expert, trata-se da última grande obra de Klimt encomendada fora de museu, o que eleva o apetite de colecionadores por “troféus”.

Helena Newman, presidente global da Sotheby’s de arte impressionista e moderna, destacou que o quadro tem ligações com o círculo vienense da época e com a história cultural de Viena. A obra remete a influências bizantinas, asiáticas e europeias modernas presentes na produção de Klimt.

Contexto de mercado e trajetória da obra

O rosto de Elisabeth Lederer pertence aos maiores patronos de Klimt, cuja coleção foi saqueada pelos nazistas durante a Segunda Guerra. A obra foi restituída em 1948 ao irmão de Elisabeth e, desde 1983, passou por dealers e galerias até chegar a Lauder em 1985.

Analistas apontam que esse preço de venda é compatível com demais registros do artista, como Adele Bloch-Bauer I, comprado pela família Lauder, em valores próximos aos de hoje quando ajustados. O ativo serve como referência para negociações privadas e leilões futuros.

Dinâmica de restaurações e mercado de peças únicas

Klimt produziu poucas obras em comparação a outros grandes nomes, o que eleva a raridade de seus quadros. A disponibilidade restrita, associada ao histórico de restituições de obras de nazismo, mantém o mercado extremamente sensível a notícias de provenance.

As transações privadas continuam a moldar o cenário, com obras de Klimt vendidas fora de leilão entre grandes colecionadores. Esse padrão sustenta a percepção de valor para pinturas de grande formato do artista.

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