- Noruega pressiona a União Europeia para que retire a moratória e permita perfuração de petróleo e gás no Ártico, região que abriga as maiores reservas do país.
- O Ártico concentra duas terças partes das reservas do país; a exploração é contestada por razões climáticas e ambientais, já que a região se aquece até quatro vezes mais que o planeta.
- Embora não integre a UE, a Noruega depende de compradores europeus para tornar rentável a extração; a UE anunciará novas diretrizes para o Ártico após o verão.
- Uma carta de quase cento e quarenta organizações da sociedade civil pediu aos comissários europeus que mantenham a proteção ambiental e defendam uma matriz energética baseada em renováveis.
- O debate ocorre em meio a pressões econômicas e geopolíticas: Noruega é grande fornecedora de gás e petróleo para a UE, respondendo a crises de energia recentes e ao fechamento do estreito de Ormuz.
Noruega intensifica a pressão sobre a UE para avalizar a extração de petróleo e gás no Ártico. O governo de Oslo sustenta que as reservas árticas são vitais para a segurança energética da Europa, especialmente diante de crises recentes.
A UE mantém uma moratória sobre perfurações no Ártico, território que abriga grande parte das reservas nórdicas. Oslo argumenta que não há distinção climática entre atividades no norte e no sul de determinada linha, segundo o chanceler norueguês.
O tema ganha peso após a abertura, anunciada em abril, de 70 blocos exploratórios no Mar do Norte, Mar da Noruega e Mar de Barents. O governo destaca que a área é parte da zona econômica exclusiva do país.
A postura europeia é monitorada por emissários da UE, que valorizam a importância estratégica da região. A representante da UE para o Ártico ressaltou a atuação bem organizada de Oslo e sua influência na pauta regional.
Reação da sociedade e impactos
Grupos ambientais e instituições financeiras, incluindo a Nordea, pressionam a UE a manter a proteção ambiental. O documento conjunto cita riscos ecológicos e vantagem de uma transição para energias renováveis, com maior resiliência.
Defensores da exploração argumentam que as exportações noruegas asseguram parcela relevante do petróleo e do gás consumidos pela UE. Dados indicam participação expressiva do país no suprimento energético europeu.
Noruega, que não integra a UE, não necessita de autorização para exploración marítima no Ártico. Contudo, depende de compradores europeus para viabilizar a venda do crude e do gás extraídos ali.
A discussão envolve ainda a possível adesão do país à UE, tema debatido há anos. Movimentos internos apontam mudanças de posição diante de pressões externas e da situação geopolítica atual.
A Noruega é alvo de críticas por lucros obtidos com guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. O país mantém forte peso econômico externo, com participação relevante no abastecimento de energia da Europa, segundo análises do setor financeiro.
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