- Jürgen Maier, chefe da GB Energy, afirmou em LinkedIn que aumentar a produção no Mar do Norte pode trazer benefícios econômicos ao Reino Unido, como mais empregos e maior arrecadação de impostos.
- Ele later confirmou apoiar a proibição de novas licenças para campos de petróleo e gás, defendendo o uso de campos existentes e de tiebacks como parte de uma transição “All Energy”.
- O debate sobre ampliar a produção inclui outros líderes do setor, que defendem energia soberana e decisões práticas para enfrentar custos.
- O governo pode aprovar, nas próximas semanas, os campos Rosebank e Jackdaw, com início de produção possível até o fim do ano, o que pode provocar oposição de grupos ambientalistas.
- O governo rebateu o alerta da Offshore Energies UK de que deixar de ampliar a produção aumentaria a dependência de importações, destacando que novas licenças não reduzem tarifas e que o preço é definido no mercado internacional.
O diretor da GB Energy, Jürgen Maier, defendeu publicamente a expansão da produção de petróleo e gás no Mar do Norte, argumentando que isso pode gerar benefícios econômicos, como empregos e maior arrecadação tributária, mesmo diante da crise de custos de energia.
Maier destacou, em postagens no LinkedIn, que o aumento da produção pode ocorrer sem comprometer a transição energética, desde que haja gestão cuidadosa. Ele afirmou apoiar uma abordagem de “All Energy” que integre fontes tradicionais e renováveis durante o período de transição.
Em nota subsequente, o executivo informou que continua totalmente favorável à vedação de novas licenças de exploração de petróleo e gás. Segundo ele, o plano governamental de aproveitar ativos existentes e conexões com infraestrutura atual é compatível com a transição energética, dando tempo ao setor para se reestruturar.
A posição de Maier se soma a pedidos de outros líderes do setor, como Greg Jackson, da Octopus Energy, e Tara Singh, da RenewableUK, que defendem a produção de energia de todas as fontes. As declarações ocorrem em meio a uma crise de preços de energia global ligada ao conflito no Oriente Médio.
A imprensa inglesa reporta que autoridades avaliam a viabilidade de aprovar os campos Rosebank e Jackdaw, já licenciados no governo anterior. Expectativas indicam que a decisão pode sair nas próximas semanas, com possível início de produção ainda neste ano.
O governo manteve posição de não emitir novas licenças para ampliar a produção, mas reiterou que o preço de energia não depende apenas de produção interna. Em nota, fiscais disseram que o petróleo e o gás são negociados em mercados internacionais e que reduzir dependência de volatilidade exige diversificar fontes.
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