- O governo do Reino Unido rejeitou o apelo da Offshore Energies UK para aumentar a produção de petróleo e gás no Mar do Norte, dizendo que licenciar novas áreas não traz segurança energética nem redução de contas.
- A medida ocorre em meio a uma guerra no Oriente Médio, que provocou o maior choque de oferta de petróleo e gás da história recente e que fez os preços do gás britânico mais que dobrarem em menos de um mês.
- A OEUK aponta que a dependência de importações de gás deve subir de cerca de 14% no ano passado para mais de 25% até 2030 e quase metade até 2035.
- O grupo diz que o Reino Unido continuará a usar petróleo e gás por décadas, e que obter esse gás no Mar do Norte tem pegada de emissões menor do que importar LNG de fora.
- O CEO da OEUK, David Whitehouse, defende um regime tributário estável para reduzir a dependência de importações voláteis, proteger empregos e manter energia segura e acessível.
O governo do Reino Unido rejeitou o apelo de um grupo de oposição da indústria de energia para ampliar a produção de óleo e gás no Mar do Norte. A resposta ocorreu enquanto a guerra no Oriente Médio entrava na quarta semana, gerando o maior choque de oferta de petróleo e gás já registrado. A demanda por energia do Reino Unido segue dependente de mercados externos.
A Offshore Energies UK afirmou que o país precisa urgentemente de mais energia produzida localmente para evitar maior exposição a volatilidade global e emissões. Segundo a organização, a queda da produção no Mar do Norte reduz a segurança energética e pressiona preços.
A agência de petróleo confirma que a dependência de importações de gás pode subir de cerca de 14% em 2023 para acima de 25% até 2030 e quase 50% até 2035, conforme cenário de transição energética. A OEUK aponta que o gás importado deve vir dos EUA e do Catar.
David Whitehouse, CEO da OEUK, disse que eventos recentes mostram como os mercados de energia podem se fechar rapidamente e que a segurança energética passa pela produção doméstica e por fontes renováveis. O executivo pediu um regime tributário estável para reduzir a dependência de importações.
Enrique Cornejo, diretor de políticas de energia da OEUK, ressaltou que é possível alinhar metas climáticas com o uso responsável de recursos nacionais. Ele destacou que a contabilização de emissões favorece não deslocar a produção para o exterior, evitando que a pegada de carbono seja transferida.
O relatório anual da OEUK aponta que a produção nacional continuará a gerar óleo e gás por décadas, e que o uso de recursos do Mar do Norte apresentaria menor pegada de carbono do que importar gás natural liquefeito de navios de grande porte.
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