Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crise energética do Irã iguala choques de 70 e impactos da Ucrânia, diz IEA

Crise energética global provocada por ataques no Irã e pelo fechamento de Hormuz iguala os choques dos anos setenta e ameaça mercados globais

International Energy Agency executive director Fatih Birol speaks at the National Press Club in Canberra, Australia
0:00
Carregando...
0:00
  • A crise energética global causada pela guerra no Irã é equiparada aos dois choques petrolíferos dos anos setenta e ao impacto da invasão da Ucrânia.
  • Fatih Birol, secretário-executivo da Agência Internacional de Energia, afirma que os efeitos nas economias mundiais foram subestimados pelos líderes.
  • O conflito já representa perda de aproximadamente 11 milhões de barris de petróleo por dia e cerca de 140 bilhões de metros cúbicos de gás.
  • Em 11 de março, a IEA autorizou a maior liberação de reservas estratégicas de petróleo da história, de 400 milhões de barris.
  • O estreito de Hormuz, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, permanece fechado, agravando a oferta e os preços.

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, afirmou que a crise energética global provocada pela guerra no Irã é equivalente aos dois choques petrolíferos dos anos 1970, somados aos impactos da invasão da Ucrânia pela Rússia. A avaliação foi feita em Canberra, na Austrália, durante fala no National Press Club, nesta segunda-feira.

Birol destacou que os ataques a instalações no Irã e o fechamento do estreito de Hormuz afetam, de forma acelerada, cadeias vitais da economia, como petroquímicos, fertilizantes, enxofre e hélio, ampliando as consequências para o abastecimento mundial de energia.

Segundo o dirigente, o impacto atual já é superior ao visto em conflitos anteriores. Estima-se que, até o momento, cerca de 11 milhões de barris de petróleo por dia deixaram de ser supridos pela produção, somando aos cerca de 140 bilhões de metros cúbicos de gás natural afetados. Esses números sugerem uma crise acima de crises anteriores.

Medidas de resposta

Em 11 de março, a IEA orientou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior operação de emergência de sua história. A medida visa conter a volatilidade dos mercados, mas Birol ressalta que não é solução a longo prazo.

Antes de encontros com o premiê Anthony Albanese, Birol afirmou que a crise atual representa “duas crises de petróleo e uma de gás” combinadas. O estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permanece no centro da preocupação global.

Cenário regional e desdobramentos

O fechamento do estreito impacta fortemente a região Ásia-Pacífico, com efeitos na oferta e nos preços. Em resposta, autoridades internacionais avaliam novas ações para evitar agravamento do aperto, incluindo potenciais liberações adicionais de estoques de petróleo, conforme necessidade e avaliação de mercado.

A core do debate envolve a oportunidade de reduzir demanda e manter o fluxo comercial, com potenciais medidas de alterações na mobilidade, como flexibilização de horários de trabalho e ajustes de tráfego, além de monitoramento de combustível. A IEA continua em consultas com líderes globais sobre estratégias adicionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais