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Petróleo do Oriente Médio fica mais caro do mundo com queda de fornecimento

Preço do petróleo do Oriente Médio atinge recorde recente, elevando custos das refinoarias asiáticas e acelerando busca por suprimento alternativo

Foto de banco de imagens de uma refinaria de petróleo tendo ao fundo a bandeira dos Emirados Árabes Unidos.
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  • O petróleo bruto do Oriente Médio atingiu recordes históricos, com o Dubai à vista em US$ 157,66 por barril para cargas de maio, na terça-feira (17), estabelecendo o preço mais alto já registrado.
  • O petróleo de Omã chegou a US$ 152,58 por barril, elevando o prêmio do Dubai para swaps a US$ 55,74 por barril; o Murban ficou em US$ 114,03 por barril, ampliando a distorção entre referências.
  • As exportações do Oriente Médio para a Ásia caíram para 11,665 milhões de barris por dia em março, ante quase 19 milhões em fevereiro, em meio à guerra que interrompe o transporte pelo estreito de Ormuz; refinarias asiáticas reduziram operações.
  • Fontes do setor afirmam que a alta reflete oferta reduzida durante o Platts Market on Close, após a retirada de três tipos de petróleo pelo estreito, além de críticas sobre a representatividade de Dubai e Omã como referências.
  • A TotalEnergies foi apontada como principal compradora na janela de Platts MOC, adquirindo 42 cargas de Omã e Murban (21 milhões de barris) neste mês; a empresa não comentou. A Platts pediu feedback sobre a capacidade de entrega e sobre a metodologia de Dubai.

O petróleo do Oriente Médio atingiu valores recordes, elevando-se como o mais caro do mundo mesmo com interrupções no fornecimento. A alta acompanha a guerra no Irã e desvalorizações de alguns benchmarks, que perdem relevância diante das dificuldades logísticas.

O Dubai à vista chegou a 157,66 por barril para cargas de maio, segundo a S&P Global Platts, superando o recorde histórico do Brent. O prêmio de Dubai para swaps subiu para 60,82 por barril, conforme dados da Reuters.

Os futuros do petróleo de Omã também atingiram recorde, a 152,58 por barril, elevando o prêmio de Dubai para 55,74 por barril. O preço do Murban ficou em 114,03 por barril, ajudando a distorcer os atuais parâmetros de referência.

A demanda asiática permanece sob pressão, com quedas nas exportações de petróleo bruto do Oriente Médio para a região. Em março, o fluxo caiu para 11,665 milhões de bpd, ante quase 19 milhões de bpd em fevereiro, segundo a Kpler.

As refinarias asiáticas reduziram operações diante da oferta mais restrita, impactando a logística do mercado e elevando custos de importação para os compradores.

Oferta reduzida

Algumas fontes atribuem a alta ao ajuste de preços no Platts Market on Close, após a retirada de três tipos de petróleo que transitam pelo estreito de Ormuz. A precificação pode não refletir toda a realidade da oferta.

Traders indicaram que Omã e Murban permanecem como referências dominantes, mas deixaram de representar plenamente o conjunto da produção da região. A Platts busca feedback sobre a capacidade de entrega e a metodologia de Dubai.

A TotalEnergies surge como grande compradora na janela da Platts, adquirindo várias cargas de Omã e Murban neste mês. A empresa não comentou oficialmente.

Mercados globais em busca de suprimento

Especialistas destacam que o mercado observa a resposta de produtores africanos e das Américas, diante da demanda asiática acelerando a busca por suprimentos alternativos. Prêmios de petróleo brasileiro atingiram recordes entre 12 a 15 dólares acima do Brent datado.

Na África Ocidental, o carregamento de abril subiu, em termos FOB, com a maior parte das cargas já vendidas. A situação ressalta a busca por fontes estáveis diante do risco político e logístico no Oriente Médio.

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